A Inauguração do eproc no Judiciário Acreano
Nesta terça-feira, 28, a 2ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) marcou um momento histórico ao realizar sua primeira sessão ordinária presencial utilizando o novo sistema de tramitação de processos, o eproc. Durante o encontro, foram julgados dois recursos da classe Agravo de Instrumento, um relacionado a créditos e obrigações e outro sobre liquidação e precatórios. A sessão foi presidida pelo desembargador Júnior Alberto, com a participação dos desembargadores Waldirene Cordeiro e Luís Camolez, além da procuradora de Justiça Rita de Cássia.
O evento também contou com a presença do governador em exercício, desembargador Laudivon Nogueira, juízas auxiliares da Presidência e outras autoridades do judiciário, como advogados e servidores, todos testemunhando a nova fase do Judiciário acreano.
O Impacto da Implantação do eproc
Leia também: No Dia dos Povos Indígenas, TJAC Promove Direitos e Cidadania à População Originária
Leia também: TJAC e Prefeitura de Xapuri Juntos na Luta Contra a Violência Doméstica
Em seu discurso, o desembargador Laudivon Nogueira destacou a importância da migração para o eproc, ressaltando que essa mudança é fruto de um esforço coletivo que envolveu mais de 55 servidores do Judiciário, além das instituições do Sistema de Justiça, como o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC), a Defensoria Pública Estadual (DPE-AC), a Procuradoria-Geral do Estado (PGE) e a Ordem dos Advogados do Brasil Seccional Acre (OAB-AC).
Segundo Nogueira, o eproc representa uma transformação estrutural significativa, retirando o Judiciário acreano da “cultura do papel” para um sistema que vai além da simples digitalização, incorporando ferramentas de automação e inteligência generativa para otimizar os processos judiciais. Ele enfatizou que a passagem do sistema anterior para o moderno não é apenas uma atualização tecnológica, mas uma verdadeira mudança na cultura organizacional do Judiciário.
Vantagens do Novo Sistema
Leia também: Presidente do TJAC Recebe Desembargador do TJMG em Visita Histórico-Instucional
Leia também: TJAC Celebra Posse do Novo Delegado-Geral e Fortalece Integração na Segurança Pública do Acre
O desembargador destacou que o eproc não se limita a ser uma versão digitalizada de processos em papel, mas avança para a automação de atos judiciais e certidões, prometendo aumentar a produtividade e a eficiência do Judiciário. “Hoje saímos de um processo digital que era só uma cópia do papel para um processo eletrônico completo, conforme previsto em lei”, afirmou Nogueira, apontando que essa evolução supera os desafios enfrentados na transição.
As autoridades presentes na sessão também se manifestaram a favor da transformação digital. O presidente da 2ª Câmara Cível, Júnior Alberto, enfatizou que o eproc irá conferir celeridade e eficiência às ações do Judiciário, refletindo o trabalho incessante de todos os envolvidos, incluindo magistrados, membros do Ministério Público e Defensores Públicos.
Compromisso com a Sustentabilidade
A desembargadora Waldirene Cordeiro ressaltou que a introdução do sistema eproc também contribui para a política judiciária de sustentabilidade ao favorecer a redução do uso de papel e a promoção de práticas sustentáveis. “É uma mudança de cultura que traz benefícios não apenas para o Judiciário, mas também para o meio ambiente”, declarou.
Por fim, o desembargador Luís Camolez parabenizou toda a equipe envolvida na implantação do eproc e reiterou que o foco deve sempre ser o atendimento à população. “Esse é um dia histórico. É fundamental que possamos trabalhar com sabedoria e sem descuidar da nossa saúde mental, sempre em prol do jurisdicionado”, concluiu.
