Uma Homenagem que Marca a Cultura Acreana
O Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) realiza, nesta terça-feira (17), uma cerimônia especial para homenagear Moisés Ferreira Alencastro e Souza, ao nomear a sala de acolhimento do Centro de Atendimento à Vítima (CAV) como Sala Moisés Alencastro. O evento está programado para às 14h30, na sede do MPAC, localizada em Rio Branco. A escolha da data para essa homenagem não é mera coincidência; ela celebra o aniversário de nascimento do homenageado, reforçando sua relevância para a comunidade.
Moisés Alencastro, que tinha 59 anos, deixou uma marca indelével em várias frentes, atuando como advogado licenciado, jornalista e colunista social, além de ser um destacado ativista cultural e defensor dos direitos LGBTQIA+. Serve ao MPAC desde 2006, onde trabalhou diretamente no CAV, um espaço vital para a assistência a vítimas de crimes. Seu legado vai além de sua atuação profissional; ele também teve uma participação significativa no Conselho Estadual de Cultura do Acre, contribuindo para o desenvolvimento de políticas culturais no estado.
Infelizmente, a vida de Moisés foi interrompida tragicamente na noite de 21 de dezembro de 2025, quando foi assassinado em seu apartamento, situado no bairro Morada do Sol em Rio Branco. O caso, que inicialmente foi tratado como um possível latrocínio, passou a ser reavaliado quando a polícia constatou que não havia indícios de arrombamento no local, levando a uma mudança na linha de investigação.
Após intensas investigações, a Polícia Civil prendeu dois suspeitos ainda em dezembro: Antônio de Sousa Morais, de 22 anos, e Nataniel Oliveira de Lima, de 23 anos. O avanço nas investigações representa um passo importante, mas a perda de Moisés Alencastro é sentida por todos que o conheceram e admiraram seu trabalho.
O MPAC, ao homenagear Moisés, não apenas presta tributo a um profissional exemplar, mas também reafirma seu compromisso com a cultura e os direitos humanos no Acre. A Sala Moisés Alencastro simboliza a luta por justiça e a importância do acolhimento às vítimas, refletindo o ideal de uma sociedade mais justa e igualitária.
