Avanços na Educação e Desafios na Amazônia
A vasta extensão da floresta, os rios que cruzam a região e as longas distâncias dificultam o acesso à educação na Amazônia. Com o intuito de discutir esses desafios e mostrar as políticas públicas que já estão trazendo resultados, o governo do Acre participou do Fórum Nacional dos Conselhos Estaduais de Educação (Foncede), realizado em Belém nos dias 27 e 28 de abril.
Durante o evento, a Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE) do Acre destacou avanços em três áreas fundamentais: financiamento da educação na Amazônia, ampliação da educação especial e inovações na Educação de Jovens e Adultos (EJA).
O Desafio do Custo da Floresta
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A implementação de políticas educacionais na região enfrenta um modelo nacional de repasses financeiros que não leva em conta a complexidade logística local. No fórum, o gestor Aberson Carvalho defendeu a criação do “Fator Amazônico”, uma proposta que busca garantir que recursos de programas federais, como o Fundeb e o transporte escolar, sejam ajustados à realidade dos altos custos associados à manutenção de escolas em áreas remotas.
Carvalho enfatizou que tratar realidades distintas como se fossem iguais promove desigualdade. Na Amazônia, garantir transporte e infraestrutura não é um mero detalhe, mas uma condição essencial para que os alunos permaneçam na escola e tenham condições adequadas de aprendizado.
Inclusão como Pilar Fundamental
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O Acre destaca-se também por ter desenvolvido um modelo de inclusão que já atende mais de 14 mil estudantes com deficiências, transtornos e altas habilidades na rede estadual. Hadhianne Peres, chefe do Departamento de Educação Especial, apresentou os avanços do estado aos gestores de outras regiões durante o evento.
Os dados são animadores: o Acre alcançou 64% de cobertura no Atendimento Educacional Especializado (AEE). Além de se ajustar às diretrizes nacionais, o governo estadual fortaleceu essa área com a realização de um concurso público destinado à contratação de 735 profissionais de apoio, como intérpretes de Libras e especialistas em braille que atuam diretamente nas escolas.
Educação de Jovens e Adultos: Flexibilidade é a Chave
No que diz respeito à formação de pessoas que interromperam seus estudos, o chefe do Departamento de Educação de Jovens e Adultos (EJA), Jessé Dantas, compartilhou as inovações promovidas pelo Acre. O estado revisou suas normas educacionais para implementar a “EJA Personalizada”, um modelo que combina aulas presenciais e atividades fora da escola.
Essa flexibilidade representa um avanço significativo para os estudantes, permitindo que se matriculem a qualquer momento do ano letivo e ajustem o plano de estudos à sua rotina de trabalho. Dessa forma, jovens, adultos e até idosos podem equilibrar suas responsabilidades profissionais e familiares com a conclusão da educação básica.
A participação do Acre no Foncede reafirma o estado como um protagonista na formulação de soluções que vão além da sala de aula, assegurando educação e aprendizado para aqueles que residem tanto nas áreas urbanas quanto nas comunidades isoladas da floresta e nas margens dos rios acreanos.
