O agronegócio como motor da economia acreana
O ex-prefeito de Rio Branco e pré-candidato ao governo do Acre, Tião Bocalom, reforçou que o futuro econômico do estado depende do fortalecimento da produção rural. Em entrevista ao programa Patrulha Cidade, da TV Amazônia, no dia 15, ele destacou que o crescimento econômico do Acre passa obrigatoriamente pelo apoio à agricultura familiar e à expansão das grandes lavouras, além de investir na reestruturação dos órgãos que dão suporte ao setor.
Investimento equilibrado para diferentes tipos de agricultura
Bocalom explicou que o Acre precisa focar simultaneamente na agricultura familiar e na produção em larga escala, mas com estratégias adaptadas para cada segmento. “Temos que dividir entre a agricultura familiar, que depende da assistência técnica do governo ou da prefeitura, e a agricultura em escala, que é a da soja e do milho, que hoje está indo muito bem”, afirmou.
O pré-candidato atribuiu o avanço do agronegócio nas últimas gestões às decisões do atual governador Gladson Cameli, que flexibilizou o plantio para os produtores. “Graças a Deus, o governador Gladson Cameli liberou e deixou o pessoal plantar à vontade, e está aí o resultado”, disse.
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Exemplo de sucesso e planos para o setor rural
Bocalom citou Acrelândia como modelo para outras regiões, destacando o município como o maior produtor de café, leite e banana no estado, com produtos voltados para exportação. “O Acre está precisando disso em todo o estado”, ressaltou.
Além disso, ele lembrou iniciativas da sua gestão em Rio Branco, que contemplaram mecanização agrícola, distribuição de insumos e incentivo à produção rural. “Fizemos mais de 4 mil hectares de mecanização, distribuímos 6 mil toneladas de calcário, mais de mil toneladas de adubo e estamos construindo um complexo industrial para beneficiar arroz, feijão e milho, substituindo produtos importados”, destacou.
Assistência técnica e impacto econômico direto
Para Bocalom, o acompanhamento técnico permanente é essencial para garantir o sucesso da produção rural. “Não foi dada a muda só para plantar. O produtor está sendo assistido o tempo todo. Recebeu calcário, adubo, mecanização e acompanhamento técnico para conseguir produzir”, explicou.
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Ele resumiu sua visão com a frase: “Campo rico, cidade rica; campo pobre, cidade pobre”, ressaltando que o fortalecimento do campo gera efeitos positivos em cascata, movimentando o comércio, a indústria e gerando empregos na cidade.
Compromisso com a reestruturação de órgãos estratégicos
O pré-candidato também anunciou planos para recuperar instituições importantes ao setor, como a Emater e a Ceasa. “Vamos recuperar a Emater, que vai voltar a funcionar como antigamente, e fazer a Ceasa funcionar para valer. Não é meia boca, não. É para valer”, garantiu.
Ao concluir, Bocalom afirmou que a agricultura é o único caminho viável para o desenvolvimento econômico do Acre. “Não tem outra saída para a economia do Acre. É a nossa terra produzindo e trazendo riqueza para a cidade. Nós temos uma das melhores terras e um dos melhores climas do Brasil. Não adianta inventar a roda, o caminho é esse”, finalizou.
