Censo Revela Número de Praticantes de Religiões de Matriz Africana no Acre
O Acre contabiliza mais de 1,6 mil adeptos de umbanda e candomblé, conforme dados recentes do Censo divulgado pelo IBGE. Essa estatística representa apenas 0,24% da população do estado, indicando que as práticas religiosas de matriz africana ainda têm uma participação modesta no contexto espiritual acreano.
De acordo com as informações divulgadas na última quinta-feira (23), a maioria dos praticantes dessas religiões se concentra na capital, Rio Branco, que abriga 1.279 pessoas, equivalendo a aproximadamente 79% do total de adeptos no estado. Outras cidades, como Cruzeiro do Sul e Senador Guiomard, possuem 88 registros cada uma, conforme mostra a tabela que ilustra a distribuição.
Distribuição de Adeptos e Características Demográficas
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Os dados do IBGE também revelam uma análise por cor ou raça no estado. A maior proporção de adeptos de umbanda e candomblé é encontrada entre pessoas pretas, com 0,42%, seguidas por pardas, com 0,24%, e brancas, com 0,19%. Entre a população indígena, a porcentagem é de 0,02%, enquanto não foram registrados adeptos entre pessoas amarelas.
A região Norte do Brasil mostra que o Acre está entre os estados com o menor número de adeptos de religiões de matriz africana, superando apenas Roraima, com 1.551 praticantes, e Tocantins, que possui 1.762. Em comparação, estados como Amapá, Rondônia, Amazonas e Pará apresentam números significativamente maiores, com 2.881, 3.733, 10.472 e 21.970 adeptos, respectivamente.
Religiões em Ascensão no Acre e no Brasil
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Além dos dados sobre umbanda e candomblé, o levantamento do IBGE também traz detalhes sobre o perfil religioso do Acre. As religiões cristãs predominam, com 303.599 pessoas se declarando evangélicas (44,38%) e 266.329 como católicas apostólicas romanas (38,93%). O número de pessoas sem religião é de 76.608 (11,2%), enquanto 28.004 pertencem a outras denominações religiosas (4,09%). O espiritismo conta com 3.791 adeptos (0,55%), e as tradições indígenas têm 3.188 pessoas seguindo suas práticas (0,47%).
No contexto nacional, os dados do IBGE mostram um crescimento significativo das religiões de matriz africana nos últimos anos. Em 2022, o Brasil registrou 1.849.824 pessoas que se declaram adeptas, representando 1,05% da população. Esse número mais que triplicou desde 2010, quando apenas 0,3% da população se identificava com essas crenças. Segundo o instituto, o aumento pode estar ligado a uma maior segurança e aceitação, permitindo que os praticantes assumam publicamente suas religiões, reduzindo a subnotificação que historicamente afetou esses grupos.
