Investimento sustentável no Acre
Carlos Roberto Massa, conhecido como Ratinho, construiu uma trajetória sólida na televisão e ampliou sua atuação como empresário em diversos setores. Com uma fortuna estimada em até R$ 1 bilhão, ele é proprietário de fazendas, emissoras de rádio e TV, além de empresas em diferentes segmentos. Entre suas propriedades, destaca-se uma extensa área no Acre, onde detém uma floresta de 200 mil hectares. Apesar da possibilidade de explorar economicamente essa madeira, Ratinho optou por preservar a floresta e não pretende realizar o corte das árvores.
Motivação para a preservação
Em entrevista concedida ao Programa Eliana, em 2020, Ratinho explicou sua decisão. Ele afirmou que, embora pudesse comercializar a madeira presente na área, não tem interesse em atuar no setor madeireiro. “200 mil hectares de madeira no Acre. É uma madeira que, se eu quiser me beneficiar, eu posso. Mas eu não vou cortar uma árvore porque não é o meu negócio, não sei fazer e não tenho coragem”, declarou o apresentador.
Essa postura reflete a visão de Ratinho sobre seus negócios e o reconhecimento da importância da preservação ambiental dentro de suas propriedades. A área de 200 mil hectares equivale a cerca de 280 mil campos de futebol, o que reforça a dimensão do espaço mantido intacto.
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Preservação também nas fazendas no Paraná
A preocupação com o meio ambiente não está restrita ao Acre. Em sua fazenda mais conhecida no Paraná, Ratinho mantém 50% da área preservada. Parte dessa decisão está relacionada à presença de um rio que atravessa a propriedade e é fonte de água para a região. “Todas as minhas fazendas são com tudo certinho, dentro do limite”, ressaltou.
Diversificação dos negócios rurais e de comunicação
Ratinho iniciou sua ligação com o campo ainda na infância, acompanhando os pais no trabalho rural no Paraná. Sua trajetória profissional começou no jornalismo, como repórter policial, e evoluiu para o ramo da televisão, onde construiu uma carreira de sucesso. Paralelamente, expandiu seus negócios para áreas como plantações de café e soja, logística, hotéis em aeroportos, emissoras de rádio e TV no Sul do Brasil, além de nove fazendas.
Em entrevista ao Programa Eliana, o empresário revelou que conta com uma equipe de gestão para administrar suas empresas. “Tenho equipe boa. Eu sou um péssimo administrador, mas sou bom para fazer, eu crio alguma coisa e vou atrás. Mas administrar eu não sei. Umas 200 pessoas tocando o negócio e uns 3 mil funcionários”, explicou.
Relação com vendas e empreendedorismo
Ratinho também compartilhou sua relação com o dinheiro e o gosto por vendas, que começaram na infância. Ele contou ao podcast Pod Pai Pod Filho que iniciou vendendo mamona e depois engraxava sapatos em um bar de Marumbi, no Paraná. Percebeu cedo sua aptidão para o comércio e a busca por clientes, afirmando: “Desde menino, gosto de ganhar dinheiro. Meus irmãos gostavam de pedir as coisas para o meu pai. Eu, não. Comecei pegando mamona para vender. Depois, fui engraxar sapato em um bar famoso em Marumbi, uma cidadezinha do Paraná. Todo sábado, todos iam engraxar lá, mas aí eu falei: ‘é muito engraxate para pouco sapato’. Comecei a inverter os papéis.”
Ele reforçou que sempre teve facilidade para vender e se identifica como vendedor: “Eu sempre vendi alguma coisa, gosto de vender. Se perguntarem o que eu gosto de fazer ou qual é minha profissão, digo vendedor”.
Planos de expansão e legado
Ratinho revelou ainda que pretende ampliar seus investimentos no agronegócio e na comunicação. Atualmente, possui nove fazendas e administra 73 emissoras de rádio, com a meta de se tornar o maior grupo de rádios do Brasil, faltando apenas cinco para alcançar esse objetivo. Sobre a televisão, afirmou que, se pudesse, renovaria seu contrato com o SBT e manteria seu trabalho na emissora pelo resto da vida.
