Projeto visa aproximar Justiça e cidadãos de Rio Branco
A Escola do Poder Judiciário do Acre (Esjud) deu um passo importante ao lançar um projeto que visa estabelecer um diálogo direto com a comunidade de Rio Branco. O desembargador Luís Camolez, diretor do órgão de ensino, esteve presente na sede da Umamrb, acompanhado por coordenadores e assessores, para explicar as metas dessa iniciativa.
A proposta central é ouvir as opiniões da população sobre a Justiça Acreana. Através desse projeto, o Judiciário busca entender como as pessoas percebem os serviços prestados e quais as melhores formas de resolver as demandas da comunidade. Camolez enfatizou a importância de promover uma Justiça mais acessível e humanizada, garantindo que os cidadãos se sintam acolhidos e bem informados sobre seus direitos.
Como parte dessa ação, o diretor da Esjud entregou aos líderes comunitários uma pesquisa composta por 18 perguntas estratégicas. Essas perguntas visam captar a opinião dos cidadãos de diversas regiões de Rio Branco. Questões como: “Se pudesse enviar uma mensagem direta ao Poder Judiciário, o que diria?” e “Você consegue entender facilmente documentos da Justiça, como intimações e sentenças?” têm como objetivo mensurar a percepção da população sobre o funcionamento do Judiciário.
Os representantes de bairros tiveram a oportunidade de expressar suas preocupações e críticas, permitindo que o Judiciário compreenda melhor as necessidades da comunidade. “Precisamos acabar com o medo que muitos têm do Judiciário. Há uma percepção de que somos autoridades distantes, mas queremos mostrar que estamos aqui para servir a população e garantir direitos”, ressaltou Jonas Gomes, um dos líderes presentes na reunião. Seu depoimento reflete a busca por uma nova imagem do Judiciário: mais próximo e acessível ao povo.
Além das perguntas direcionadas à população, o projeto tem outros objetivos importantes, que serão discutidos em breve, visando um maior engajamento e a construção de uma Justiça mais próxima da comunidade.
