Oficina Promove Escuta Ativa com Pescadores
Na última segunda-feira, 14, o governo do Acre, em colaboração com a Universidade Federal do Oeste do Pará, realizou uma oficina participativa destinada a ouvir pescadores e comunidades locais. O evento ocorreu em Rio Branco e terá continuidade em Cruzeiro do Sul nesta quinta-feira, 16. O objetivo principal é a atualização do ordenamento pesqueiro na Bacia Amazônica, uma questão de grande relevância para a sustentabilidade da pesca na região.
A iniciativa foi promovida pelo Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac), que coordenou o diálogo entre pesquisadores e pescadores, permitindo uma troca rica de conhecimentos. Além do Imac, participaram da ação a Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema), a Universidade Federal do Acre (Ufac), o Instituto Federal do Acre (Ifac) e o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Durante as oficinas, serão aplicadas metodologias que visam a coleta de dados e percepções das comunidades. Essa abordagem permitirá um diagnóstico mais preciso sobre a realidade da pesca na região, fundamental para a revisão da Portaria Ibama nº 48/2007, que regulamenta a pesca durante o período de reprodução natural dos peixes. Essas informações serão cruciais para ajustar as normas e garantir a preservação dos recursos pesqueiros.
Paula Joseany, chefe da Divisão de Fauna do Imac, destacou a importância da participação ativa dos pescadores. “A contribuição deles é vital para a construção de normas mais eficazes e que reflitam a realidade local. Isso é essencial para preservar os recursos naturais e garantir a sustentabilidade das atividades econômicas da nossa região”, afirmou.
A parceria entre o governo do estado e a universidade evidencia a relevância de unir ciência e gestão pública. Essa colaboração visa promover decisões mais técnicas e participativas, com foco na conservação ambiental na Amazônia e na melhoria das condições de vida das comunidades locais.
Além disso, essa ação se alinha a um compromisso maior com a sustentabilidade dos recursos pesqueiros, assegurando o sustento das futuras gerações e protegendo a biodiversidade da região. Com a atualização do ordenamento pesqueiro, espera-se um futuro mais equilibrado, onde a conservação ambiental e as atividades econômicas possam coexistir harmoniosamente.
