Equipes do MEC Mobilizadas para Apoiar Comunidade Escolar
O governo federal anunciou que enviará especialistas ao Acre após um ataque a tiros em um colégio que deixou duas servidoras mortas. O ministro da Educação, Leonardo Bachini, confirmou a informação em suas redes sociais, ressaltando a importância do apoio em momentos de crise. Ele se comunicou com a governadora Mailza Assis, colocando a equipe do Ministério da Educação (MEC) à disposição para ajudar a comunidade escolar.
“Neste momento, a prioridade é o cuidado com a comunidade escolar, com atenção às vítimas, seus familiares, profissionais da educação e estudantes, assegurando apoio psicossocial e condições para um processo responsável com a vida, a paz e a proteção das comunidades escolares”, declarou o ministro.
Programa Escola que Protege: Uma Iniciativa para Prevenir a Violência
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Em meio a esse cenário trágico, o Programa Escola que Protege, implementado em 2024, busca fortalecer as redes de ensino no combate à violência nas escolas. A iniciativa visa garantir formação continuada para profissionais da educação e fomentar a criação de planos específicos para enfrentar situações de emergência, além de prestar apoio em casos de ataques graves. O programa também promove a cultura de paz e a convivência democrática nas instituições de ensino.
O ataque recente no Acre resultou na morte das servidoras Alzenir Pereira da Silva, de 53 anos, e Raquel Sales Feitosa, de 37. Uma funcionária foi ferida no pé e uma aluna de 11 anos levou um tiro na perna. Conforme informações do governo do estado, os feridos foram rapidamente encaminhados ao pronto-socorro para atendimento.
Ações de Emergência e Investigação
Após o incidente, as aulas na rede pública foram suspensas até a próxima sexta-feira (8). Ambulâncias do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram mobilizadas para socorrer os feridos. As forças de segurança, incluindo as polícias Militar e Civil, além da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) e do Instituto Médico Legal (IML), se deslocaram até o local para investigar a ocorrência.
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A polícia confirmou que o autor do ataque é um aluno de 13 anos que entrou armado na escola. O jovem foi apreendido após os disparos, e a arma utilizada pertence ao padrasto dele, que está detido. A situação deixou os alunos em estado de choque, muitos deles se jogaram ao chão e tentaram improvisar barricadas com cadeiras durante os disparos.
Atualização sobre os Feridos
Na noite do mesmo dia, o governo do Acre informou que a aluna ferida na perna e a coordenadora atingida no pé já receberam alta do Pronto-Socorro de Rio Branco. A criança passou por atendimento médico e avaliação psicológica, sem apresentar fraturas.
Coletiva de Imprensa e Posições Oficiais
A Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) convocou uma coletiva de imprensa nesta terça-feira para discutir o ataque. A comandante-geral da PM-AC, coronel Marta Renata, relatou que a emergência foi comunicada por agentes que atuavam no Centro da capital, mobilizando rapidamente a primeira guarnição. Contudo, ao chegarem ao local, o adolescente já havia deixado a escola.
O garoto se entregou no Comando-Geral da PM, localizado a aproximadamente 550 metros da escola. A coronel enfatizou que ainda não é possível afirmar se ele agiu sozinho durante o ataque. O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, Pedro Paulo Buzolin, acrescentou que o celular do adolescente foi apreendido, e a Justiça autorizou o acesso aos dados do aparelho. As investigações estão sendo conduzidas em duas frentes: uma para apurar a responsabilidade do adolescente e outra para investigar a guarda inadequada da arma pelo padrasto.
