Como a tecnologia está transformando a gestão de recebíveis para loteadores
A gestão de recebíveis se confirma como um dos obstáculos mais significativos enfrentados por loteadores no setor imobiliário. Em um cenário dominado por vendas parceladas e a necessidade de prever a saúde financeira, as empresas buscam cada vez mais soluções tecnológicas que organizem suas carteiras e minimizem processos manuais. Essa demanda se intensifica em um contexto em que a pressão sobre a capacidade de pagamento dos consumidores é notável. Um levantamento recente da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), divulgado pela revista Veja, revela que mais de 70 milhões de brasileiros estão inadimplentes, o que representa uma parte significativa da população adulta. Esses números destacam os desafios enfrentados por empresas que dependem de recebimentos recorrentes e de longo prazo, especialmente em negócios de loteamentos.
Nesse cenário, plataformas como a IMOBMEET CRM emergem com soluções que centralizam informações financeiras, facilitando a gestão de contratos e recebíveis. O módulo desenvolvido pela empresa é focado na administração da carteira, permitindo que todos os dados de clientes, parcelas e status de pagamento sejam organizados em um único espaço. Isso possibilita um acompanhamento contínuo das operações e aumenta a eficiência na gestão financeira.
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Entre as funcionalidades oferecidas, destaca-se a automação da emissão de boletos, a conciliação bancária e a atualização de juros e índices. Além disso, a plataforma se integra a aplicativos de mensagem, como o WhatsApp, para envio de notificações de cobrança. Segundo Gleybiony Camargo, CEO e sócio-fundador da IMOBMEET, a organização da carteira de recebíveis ainda representa um dos aspectos mais desafiadores das operações imobiliárias. Ele afirma: “Manter tudo em ordem, controlando a inadimplência, é crucial. Com o módulo de gestão de carteira do IMOBMEET CRM, loteadores conseguem ver automaticamente todas as parcelas de vendas sendo criadas no contas a receber, emitindo boletos de forma automática com as correções de juros já configuradas.”
Além da automação financeira, Gleybiony ressalta que o envio de lembretes e cobranças é realizado de forma integrada e eficiente. “Os clientes recebem notificações via e-mail e aplicativos de mensagens, e ainda podem solicitar a segunda via dos boletos, tudo isso sem a necessidade de intervenção manual da equipe”, explica. Para Diego Menezes, sócio e diretor de tecnologia da IMOBMEET, essa funcionalidade atende a uma das principais demandas do setor: a redução das dores relacionadas à cobrança de inadimplentes.
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Diego menciona que são configurados alertas automáticos que avisam os gestores antes, no dia e após o vencimento do pagamento, caso este não ocorra. Tal centralização das informações financeiras tem um impacto direto na tomada de decisões dos gestores. “Ter um painel que controle fluxo de caixa, proporciona clareza sobre os recebíveis, previsão de caixa e status de pagamentos, permitindo decisões mais assertivas baseadas em dados concretos”, completa.
De acordo com Gleybiony, a possibilidade de visualizar informações segmentadas por períodos e produtos ajuda na identificação de tendências e na adequação das estratégias financeiras. A integração entre dados contratuais e financeiros é outro fator destacado pelas empresas do setor. “Os contratos dos clientes ficam disponíveis em tempo real na plataforma, com a opção de conferir o documento assinado e a proposta aprovada durante a compra”, enfatiza Diego.
A adoção de tecnologia também está atrelada à redução de tarefas operacionais. Com integrações bancárias e automações de processos, atividades como a emissão de boletos e o envio de comunicados demandam menos intervenção humana. Gleybiony alerta que isso pode levar a reestruturações de equipes e à redistribuição de funções nas empresas.
Além da eficiência operacional, um controle mais eficaz dos recebíveis pode impactar indicadores mais amplos do setor. Dados da Caixa Econômica Federal, divulgados pelo Jornal Liberal, apontam que a melhora nos índices de pagamento contribuiu para uma queda de mais de 30% na retenção de imóveis por inadimplência em 2025. Isso evidencia como uma gestão financeira responsável está diretamente ligada à sustentabilidade das operações imobiliárias. À medida que o mercado imobiliário integra ferramentas digitais, especialistas da IMOBMEET CRM preveem que a gestão financeira se tornará cada vez mais fundamentada em dados.
