Oportunidade de Transformação Social
O governo do Acre, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Acre (Fapac), marcou presença no 2º Congresso do Conselho Nacional de Secretários do Planejamento (Conseplan). Durante o evento, foi apresentado o artigo científico intitulado “governança e transversalidade orçamentária em âmbito estadual: uma avaliação da eficiência do Programa Mentes Azuis como investimento em ciência cidadã”. Essa pesquisa foi elaborada pelos acadêmicos Zenilda Alves Barboza da Silva, Moisés Diniz Lima e Weruska Bezerra.
A apresentação teve como porta-voz Zenilda Alves Barboza da Silva, que representou a equipe responsável pela pesquisa. Em um painel extenso, que durou cerca de três horas, foram abordados os efeitos sociais e científicos do Programa Mentes Azuis. O programa é visto como uma estratégia inovadora que promove a integração entre políticas públicas, a participação da sociedade e a ciência cidadã na Amazônia acreana.
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Comovente, Zenilda compartilhou com o público as transformações sociais trazidas pelo programa. “O que mais me marcou não foram apenas os resultados técnicos, mas os olhares que mudaram, a autoestima que foi reconstruída, o sentimento de pertencimento que nasceu. O governo do Estado do Acre, ao apoiar o Mentes Azuis, não investiu apenas em um programa, investiu em pessoas, histórias e futuros”, declarou, emocionando os presentes.
Inclusão e Protagonismo no Projeto
A pesquisadora enfatizou ainda o papel das famílias atípicas no projeto e a inovação que isso representa para o Brasil. “Quando damos oportunidades, quando escutamos e incluímos de verdade, não transformamos apenas políticas públicas, mas vidas. Temos 242 mães pesquisadoras do autismo no Acre, as mães atípicas. Isso é inédito no Brasil. Este modelo de governança e transversalidade pode ser replicado”, destacou.
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Fonte: bh24.com.br
O artigo também explora como o programa contribuiu para fortalecer a governança pública, principalmente em relação ao Transtorno do Espectro Autista e à deficiência intelectual no Acre. De acordo com os pesquisadores, o Programa Mentes Azuis se firmou como um modelo de gestão participativa e transversal, promovendo iniciativas como busca ativa, diagnósticos em todos os 22 municípios do estado, fortalecimento das associações da sociedade civil, e ampliação do acesso às políticas públicas direcionadas às famílias atípicas.
Reconhecimento e Oportunidade para o Acre
Moisés Diniz Lima, ex-presidente da Fapac e idealizador do programa, ressaltou que o reconhecimento em âmbito nacional reforça a relevância de políticas públicas que se fundamentam na ciência e na participação social. “O Mentes Azuis nasceu do compromisso de dar visibilidade às famílias atípicas e transformar dor em acolhimento, pesquisa e cidadania. Ver nosso trabalho sendo apresentado em um cenário nacional mostra que o Acre pode ser uma referência em inclusão, governança e cuidado com as pessoas”, afirmou.
A coordenadora de Planejamento da Fapac, Weruska Bezerra, também comentou sobre a importância da participação da instituição em eventos técnicos e científicos de grande relevância. “A presença da Fapac no Conseplan é uma oportunidade de mostrar como o Acre está construindo políticas públicas embasadas em evidências, com integração institucional e participação social. O Programa Mentes Azuis exemplifica que investir em ciência cidadã é sinônimo de promover inclusão, cuidado e transformação social”, disse.
Por fim, o presidente da Fapac, Reyson Corrêa, enfatizou que o reconhecimento do trabalho em um congresso nacional reforça a posição de protagonismo do Acre na elaboração de políticas públicas inovadoras. “Esse artigo demonstra a capacidade técnica da Fapac e o compromisso do Governo do Acre em transformar conhecimento científico em políticas públicas que impactam diretamente a vida das pessoas. O Programa Mentes Azuis é um exemplo claro de como planejamento, pesquisa e sensibilidade social podem andar juntos”, concluiu.
