Demanda Crescente por Marketing na Saúde
Um estudo revelou que 77% dos pacientes utilizam o Google para encontrar médicos antes de agendar uma consulta. Isso altera a dinâmica onde, até então, a reputação de um profissional era construída principalmente no consultório. Segundo dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular de São Paulo (SBACV-SP), 41% das decisões de saúde são influenciadas por conteúdos vistos nas redes sociais. Médicos com uma presença digital bem definida podem triplicar o número de agendamentos.
O mercado se torna cada vez mais competitivo com o aumento de profissionais buscando a atenção dos pacientes. Um levantamento do Conselho Federal de Medicina (CFM) revela que o Brasil alcançou a marca recorde de 575.930 médicos ativos, o que corresponde a 2,81 médicos para cada mil habitantes. Desde 1990, o número de faculdades de medicina cresceu quase cinco vezes, totalizando 389 instituições, posicionando o Brasil como o segundo país com o maior número de escolas de medicina no mundo. Com o ingresso constante de novos médicos, a comunicação digital se torna uma parte vital da interação entre esses profissionais e seus pacientes.
Desafios na Comunicação Digital
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Entretanto, essa crescente demanda enfrenta um desafio significativo: a falta de profissionais de marketing capacitados para lidar com as especificidades do setor médico. Desde março de 2024, a Resolução CFM nº 2.336/2023 ampliou as opções de divulgação médica, permitindo, por exemplo, a publicação de preços de consultas e a realização de campanhas promocionais. No entanto, a norma impõe limites rigorosos que requerem conhecimento sobre ética e regulamentação na área da saúde. Nathália Carvalho, jornalista especializada em marketing médico e fundadora da agência adm.me digital, aponta que a maioria dos profissionais de marketing desconhece essas diretrizes. “Realizar uma campanha para um médico sem estar ciente da resolução do CFM pode ser um grande risco tanto para o profissional quanto para o paciente”, afirma.
Para Nathália, que possui mais de 15 anos de experiência em comunicação e marketing, o problema reside no modelo de trabalho predominante no mercado. Ela explica que “enquanto os especialistas em marketing oferecem serviços isolados — um post aqui, um anúncio ali —, os resultados para os médicos não aparecem. O paciente tem uma jornada e a comunicação precisa ser integrada a esse percurso”. Essa abordagem fragmentada resulta em investimentos sem retorno, levando os médicos a duvidarem da eficácia do marketing como uma ferramenta de posicionamento.
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Marketing Médico como Especialização
A especialista defende que o marketing na área da saúde deve ser encarado como uma especialização, exigindo uma formação dedicada e um entendimento aprofundado das normas do setor. Dados da SBACV-SP confirmam que 70% dos pacientes realizam pesquisas sobre clínicas no Instagram antes de decidirem. “Quando o profissional de marketing compreende a área, ele pode cobrar mais e o médico obtém melhores resultados. A questão não é apenas postar mais conteúdo, mas comunicar de forma estratégica e respeitando as regras estabelecidas”, conclui Nathália Carvalho.
