V Festival AfroPedagógico promove reflexões sobre a liberdade da população negra
Com o tema “Rodas de Liberdade – Capoeira e folguedos na desconstrução do mito da Lei Áurea e na revelação do 14 de maio”, o V Festival AfroPedagógico tem início nesta sexta-feira (15) no campus Rio Branco do Instituto Federal do Acre (Ifac), localizado no Conjunto Xavier Maia, em Rio Branco. O evento, que é gratuito e aberto ao público, se estenderá até o sábado (16), oferecendo uma programação diversificada com painéis, apresentações culturais, oficinas práticas e rodas de capoeira.
Programação variada e acessível
A programação do festival começou na quinta-feira (14) com um painel sobre “Racismo Estrutural e o Mito do 13 de maio”, que abriu espaço para discussões importantes sobre a realidade da população negra no Brasil. Durante os dias do evento, os participantes poderão se envolver em oficinas de capoeira angola, capoeira contemporânea, maculelê e dança afro, além de assistirem a apresentações culturais que destacam a diversidade e a resistência da Cultura Afro-Brasileira.
Reflexões sobre a Lei Áurea e o 14 de maio
O V Festival AfroPedagógico, parte do Programa de Extensão Capoeira e Folguedos no Ifac, tem como proposta questionar a narrativa de que a assinatura da Lei Áurea, em 13 de maio de 1888, representou a liberdade plena para a população negra. A organização do evento enfatiza a importância do dia 14 de maio, que simboliza as dificuldades enfrentadas pela população negra após o fim oficial da escravidão, período marcado pela ausência de direitos garantidos, inclusão social e reparação histórica.
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Fonte: cidaderecife.com.br
Discussões sobre educação étnico-racial
Além das oficinas práticas, a programação inclui debates acerca de racismo estrutural, pedagogia crítica e educação das relações étnico-raciais. Um dos painéis destacados ocorrerá às 19h do dia 15, com a participação de representantes de entidades como a Unegro/AC e o Neabi/Ufac, que trarão suas perspectivas sobre a intersetorialidade e a educação voltada para a valorização da cultura afro-brasileira.
Reconhecimento histórico e cultural
O festival também aborda o reconhecimento da ONU sobre o tráfico transatlântico de africanos escravizados, considerado um dos crimes mais graves já cometidos contra a humanidade. A programação inclui referências à música “14 de Maio”, do cantor e compositor baiano Lazzo Matumbi, que reforça a importância de se refletir sobre a história e as lutas da população negra no Brasil.
Atividades do dia 16
No sábado (16), as atividades continuam com oficinas e apresentações culturais, contando com a presença de Mestres e Contramestras reconhecidos na capoeira, como Mestre Saci, Contramestre Zagarra e Contramestra Pantera. Essas atividades visam não apenas ensinar, mas também celebrar a cultura e a ancestralidade afro-brasileira, promovendo um espaço de aprendizado e troca de experiências.
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Fonte: triangulodeminas.com.br
O V Festival AfroPedagógico, portanto, não é apenas um evento cultural, mas um convite à reflexão e à conscientização sobre a história e a cultura da população negra, promovendo acesso gratuito a debates e atividades que valorizam a cultura afro e questionam a liberdade plena ainda não alcançada. Com isso, o festival se posiciona como um importante espaço de resistência e celebração das identidades afro-brasileiras.
