Oficinas de Hip Hop: Uma Experiência Transformadora
Durante os meses de março e abril, o Campus Cruzeiro do Sul do Instituto Federal do Acre (Ifac) se tornou um centro de efervescência cultural com a realização do projeto Resgate da Cultura Hip Hop no Juruá. A proposta, que contou com a participação de aproximadamente 100 pessoas, entre estudantes, servidores e membros da comunidade, ofereceu oficinas de grafite urbano, MC rap, dança de rua e DJ. Idealizado pelo servidor Clefes Rodrigues, o projeto recebeu apoio do Centro Acreano de Hip Hop e teve como meta valorizar a diversidade cultural e estreitar os laços entre a instituição e a comunidade local.
As oficinas ocorreram nos dias 6 e 13 de março, além de 10 e 11 de abril, e foram estruturadas em momentos teóricos e práticos. Os participantes também participaram de rodas de conversa que abordaram temas como cidadania, respeito e a própria cultura, estimulando um debate enriquecedor sobre esses importantes aspectos sociais.
Graffiti: A Arte Que Ganha Vida nas Paredes do Ifac
A oficina de grafite urbano, conduzida pelo artista local conhecido como Podera, foi o ponto de partida do projeto. Os participantes tiveram a oportunidade de aprender sobre a história e os significados por trás dessa forma de arte, bem como técnicas relacionadas a desenho, uso de cores e composição de letras. O aprendizado culminou em uma atividade prática em que os alunos expressaram suas criações nos muros do Ifac, deixando uma marca visível da cultura Hip Hop no campus.
Na sequência, a oficina de MC/Rap, liderada pelo MC KL08, apresentou um breve histórico do rap, intercalado com exercícios de improvisação, conhecidos como freestyle, além de sessões de escrita criativa. Os participantes foram desafiados a desenvolver rimas que transmitissem mensagens construtivas e sociais, refletindo a essência do rap como um meio de expressão e resistência.
DJs e Dançarinos: Um Mergulho na Cultura Hip Hop
Aula de DJ foi outro destaque do projeto, onde os participantes aprenderam sobre o papel crucial do DJ na cultura Hip Hop. O conteúdo incluiu apresentação dos equipamentos essenciais, como pick-ups e softwares de mixagem, além de técnicas básicas para criação de batidas. Essa introdução ao universo da música eletrônica despertou grande interesse entre os participantes, muitos dos quais já sonhavam em seguir a carreira de DJ.
Os dançarinos De Menor e BBoy Coringa também trouxeram sua expertise para a oficina de breakdance, conhecida como dança de rua. Os participantes exploraram a história dessa dança e, na parte prática, trabalharam ritmos, coordenação motora e expressão corporal, praticando movimentações como toprock, footwork e freezes. Essas atividades não apenas ensinaram passos de dança, mas também promoveram a autoconfiança e a autoestima dos jovens envolvidos.
Um Legado de Cultura e Criatividade
O coordenador do projeto, Clefes Rodrigues, que possui vasta experiência na cultura Hip Hop, expressou sua satisfação em poder compartilhar sua vivência e engajamento com a dança de rua. Ele comentou sobre a importância do projeto: “Desde a minha adolescência, sempre estive ligado à cultura Hip Hop. Ao perceber um vazio em nossa instituição e na região do Juruá, decidi resgatar essa dinâmica cultural. Em parceria com o Centro Acreano de Hip Hop, conseguimos envolver artistas com vasta experiência, e o retorno foi extremamente positivo. É gratificante ver o envolvimento das pessoas, mesmo que inicialmente haja um certo receio.”
Clefes também revelou planos para dar continuidade a projetos voltados à cultura Hip Hop, assegurando que a arte e a expressão continuarão a florescer na região. Uma das participantes da oficina de DJ compartilhou sua experiência: “Foi uma oportunidade incrível. Sempre sonhei em ser DJ e, através desse projeto, pude aprender os fundamentos. Espero que essa iniciativa se expanda para outras escolas e comunidades.”
Para Raelisson do Nascimento, diretor-geral do Ifac Campus Cruzeiro do Sul, as atividades do projeto proporcionaram um espaço rico em expressão e criatividade para os jovens. “Os grafites que agora adornam nosso espaço são mais do que simples desenhos; eles representam identidade e cultura. Através dessas iniciativas, nossos estudantes podem descobrir e desenvolver talentos, ampliando suas perspectivas enquanto se conectam de forma significativa com a cultura. Parabenizo a todos os envolvidos, especialmente Clefes Rodrigues, pela dedicação e esforço neste projeto essencial.”
