Desespero e Reflexão Após o Acidente
“Eu sou um milagre, eu sei disso. Acredito nisso porque foi queda livre. Eu só tenho a agradecer a Deus por esse milagre na minha vida.” Com essas palavras, uma mulher, que preferiu não ser identificada, compartilhou sua experiência angustiante após um acidente em uma roda-gigante na ExpoQuinari, em Senador Guiomard, no último sábado (4). Durante a conversa com nossa equipe, ela descreveu os momentos de terror que vivenciou após decidir ir ao parque com três amigos após um rodeio.
O grupo escolheu aproveitar a roda-gigante, mas a diversão rapidamente se transformou em um pesadelo. A mulher estava na mesma cadeira que um amigo, que acabou ficando pendurado na estrutura durante o acidente. “No início, eu hesitei em entrar no brinquedo, mas aceitei porque minhas amigas pagaram o ingresso”, comentou.
A primeira volta na roda-gigante transcorreu normalmente, mas a situação se agravou na segunda volta. Quando o brinquedo parou no ponto mais alto, a cadeira começou a inclinar-se para frente. “Eu estava encostada, com os pés no apoio e segurando na barra. De repente, a cadeira virou e a barra soltou. Eu tentei segurar, mas caí. Foi tudo muito rápido, talvez menos de dez segundos até eu atingir o chão”, relatou a mulher.
Momentos Críticos e Consequências do Acidente
De acordo com a vítima, o amigo conseguiu se segurar na estrutura por mais tempo, permanecendo pendurado por cerca de sete a oito minutos. Enquanto isso, ela sentiu a queda intensamente. “Bati no chão, e muita gente veio me ajudar. Eu falava: ‘gente, calma, eu estou bem’”, contou.
O advogado que representa as vítimas, Michael Alves, destacou que a responsabilidade pelo acidente recai diretamente sobre a prefeitura. Ele revelou que, até o momento, as vítimas não receberam qualquer assistência. O advogado informou que o operador da roda-gigante afirmou à Polícia Civil que nenhum dos dois estava embriagado durante o incidente. “A prefeitura municipal autorizou a instalação do parque de diversões sem garantir as condições adequadas de segurança. Ambas as vítimas estão traumatizadas, lidando com distúrbios do sono e abalos psicológicos por conta desse ocorrido”, complementou Alves.
Impactos Físicos e Emocionais Após a Queda
A jovem também compartilhou que, no momento da queda, não sentiu as pernas, que ficaram dormentes. Ela ainda está lidando com hematomas pelo corpo, mas, surpreendentemente, não sofreu fraturas. Em um desabafo sincero, ela revelou que não tem vínculo amoroso com o amigo que ficou pendurado e que ambos estavam sóbrios no dia do acidente.
“Isso mexeu muito comigo. Não sei se algum dia voltarei a parques de diversões. Antes de deixar as pessoas entrarem, deveria haver uma manutenção adequada e ajustes nos brinquedos. Isso poderia ter acontecido com qualquer um, até com uma criança, e poderia ter sido fatal”, afirmou a mulher, ainda abalada e refletindo sobre as possíveis consequências de um acidente desse tipo.
Considerações Finais
O caso levanta questões importantes sobre a segurança em parques de diversões e a responsabilidade das autoridades em garantir a integridade dos frequentadores. Com a ausência de assistência imediata para as vítimas e a seriedade da situação, é essencial que haja uma investigação aprofundada sobre os protocolos de segurança que regem esses estabelecimentos. O que ocorreu na ExpoQuinari serve como um alerta para outras cidades sobre a importância de se garantir a segurança dos brinquedos e a proteção dos cidadãos.
