Infraestrutura como Base para o Crescimento
O candidato ao governo do Acre pelo PSB, Thor Dantas, reforçou a necessidade de uma política permanente de infraestrutura que ultrapasse a simples recuperação de estradas. Em sabatina promovida pelo ac24horas nesta quarta-feira (26), ele apontou a melhoria da BR-364, dos ramais e a expansão da internet de alta velocidade como prioridades para uma gestão futura.
Ao ser questionado sobre o ramal Barbary, estrada que liga Porto Walter a Cruzeiro do Sul, e sobre sua proposta de política de infraestrutura até 2030, Dantas destacou os problemas estruturais que afetam a conexão terrestre no estado. “Um deles é a conexão terrestre do nosso território. Isso diz respeito ao mais básico, que é a nossa BR, que quase ficou apartada esse ano, quase parou de trafegar esse ano, e aos ramais”, afirmou.
Conexões Territoriais e Impactos Econômicos
Segundo o candidato, a manutenção da BR-364 e dos ramais representa a primeira camada da política de infraestrutura indispensável para o crescimento econômico do Acre. Ele argumenta que, sem essas conexões, não há como pensar na integração do estado com mercados externos, como a ligação ao Pacífico.
“O cuidado com a BR e com os ramais é a primeira camada, é o primeiro nível de cuidado de infraestrutura ao qual eu me refiro. Sem isso, não há possibilidade de crescimento econômico algum. Não há possibilidade de pensar em ser hub para se conectar com o Pacífico. Se você não tem ramal, se você não tem estrada”, explicou.
Thor reconheceu os desafios ambientais, logísticos e técnicos para a ligação terrestre dos quatro municípios isolados do Acre, mas defendeu a superação dessas dificuldades. “Os quatro municípios isolados têm uma dificuldade técnica, ambiental, logística para a gente conectá-los por via terrestre. Mas não quer dizer que a gente não possa enfrentar esses desafios”, completou.
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Internet como Infraestrutura Essencial
Ampliando o conceito tradicional de infraestrutura, Dantas ressaltou a importância da conectividade digital para o desenvolvimento estadual. Para ele, a internet de alta velocidade deve receber atenção equivalente à dada às estradas e à eletrificação.
“Eu me refiro a resolver os problemas mais básicos, que é a BR, o ramal, a conexão de internet. Hoje, a conexão de internet é um bem tão caro e tão essencial quanto é a eletrificação”, pontuou.
O candidato planeja implementar uma política de expansão da internet de alta velocidade que contemple todo o Acre, inclusive as áreas rurais. “O Acre, nós vamos construir no Acre, está no nosso planejamento, a maior política de expansão da conexão de alta velocidade desse estado”, afirmou.
Ele destacou que a conectividade não é apenas ferramenta para o crescimento econômico, mas também para ampliar o acesso a serviços públicos, como atendimento médico e agendamento de consultas, além de facilitar a cidadania e a comercialização de serviços.
“Esse aparelho aqui de celular não vale nada, ou quase nada, se ele não estiver conectado à internet. E ele conectado à internet resolve problemas econômicos e sociais. Aqui se acessa médico, aqui se faz diagnóstico, aqui se agenda consultas, aqui se promove cidadania e aqui se vende serviços. Não é possível que a gente tenha uma área rural sem conexão de alta velocidade”, argumentou.
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Integração Regional e Decisões Estratégicas
Sobre a proposta de ligar o Acre ao Peru por Pucallpa, defendida por setores mais conservadores, Thor evitou uma posição definitiva e indicou que o tema requer análise técnica. “Eu não acho que essa seja uma decisão que eu tenha que tomar sozinho. Eu acho que a gente, eu acho não, eu tenho certeza, nós precisamos estar conectados a esse mercado”, declarou.
Para ele, a integração com o mercado asiático representa uma oportunidade inédita para o estado, mas sua concretização depende da solução dos entraves de infraestrutura. “De fato, essa é a maior oportunidade da nossa história. Não tem nada parecido com o que o meu tio-avô, o governador Dantinhas, fez nesse Acre de desenvolvimento econômico. Não chega aos pés”, avaliou.
Thor comparou a perspectiva de conexão com o Pacífico aos grandes ciclos econômicos da história acreana, como o da borracha. “Nada parecido com isso se compara ao que nos espera com a conexão do Pacífico. É, de fato, conectar toda a economia do país ao maior comprador do mundo”, afirmou.
Gestão e Decisões Compartilhadas
Questionado sobre a responsabilidade do governador em decisões complexas como essa, o candidato criticou a visão centralizadora e reforçou a importância de ouvir especialistas. “Eu vou ouvir quem entende do assunto. Um gestor não pode tomar a decisão da sua cabeça achando que ele sabe tudo. Um gestor moderno, esse é um gestor ultrapassado”, afirmou.
Em seguida, direcionou a crítica ao adversário Tião Bocalom, ao apontar que sua concepção de gestão seria baseada na concentração das decisões pelo governante. “Essa é a visão do meu adversário, Tião Bocalom, que ele acha que ele mesmo faz.”, concluiu.
