Crescimento de Casos de SRAG no Acre e Amazonas
Os estados do Acre e do Amazonas estão enfrentando um aumento significativo nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), impulsionado pela circulação do vírus influenza A. Esse crescimento impacta a taxa de hospitalizações em diversas faixas etárias, atingindo desde crianças pequenas até jovens, adultos e idosos. As informações foram divulgadas na mais recente edição do Boletim InfoGripe, publicada nesta sexta-feira (23) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).
A pesquisadora Tatiana Portella, que atua no Programa de Computação Científica da Fiocruz e no InfoGripe, destaca a importância de a população dos estados afetados redobrar os cuidados. Medidas de proteção, como o uso de máscaras em unidades de saúde e em ambientes fechados com grande circulação de pessoas, devem ser priorizadas.
“É fundamental que as pessoas pertencentes aos grupos prioritários — como crianças, idosos, indígenas e indivíduos com comorbidades — se vacinem o mais rápido possível, uma vez que a campanha de vacinação já teve início na Região Norte”, orienta Portella.
Panorama Nacional da SRAG
Enquanto isso, em nível nacional, o boletim revela uma tendência de estabilidade ou leve queda nos casos de SRAG em todas as faixas etárias. Isso se deve à baixa circulação de diversos vírus respiratórios no país.
De maneira geral, a incidência de SRAG é mais alta entre crianças pequenas, enquanto a mortalidade tende a se concentrar principalmente entre os idosos. Nos casos de infecção por Sars-CoV-2 (Covid-19) e influenza A, as crianças e os idosos são os mais afetados, com a população idosa enfrentando o maior impacto em relação aos óbitos.
Entre os estados brasileiros, Ceará, Pernambuco e Sergipe já mostram sinais de interrupção no crescimento ou o início da queda nas hospitalizações devido à influenza A. Na Paraíba, por outro lado, observa-se um leve aumento nas internações por vírus sincicial respiratório (VSR), ainda sem afetar o número de casos de SRAG entre crianças pequenas.
Incidência de SRAG nas Capitais
Em relação às capitais, apenas Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA) apresentam níveis de incidência de SRAG classificados como alerta, risco ou alto risco, com uma tendência de crescimento no longo prazo.
Distribuição dos Vírus entre os Casos Positivos
Nos últimos quatro períodos epidemiológicos, a distribuição dos vírus em casos positivos de SRAG se apresentou da seguinte forma:
- 20,5% de influenza A
- 2,6% de influenza B
- 8,5% de VSR
- 33,2% de rinovírus
- 19,3% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
Quanto aos óbitos registrados, a presença dos mesmos agentes foi a seguinte:
- 29,4% de influenza A
- 3,2% de influenza B
- 4,8% de VSR
- 19% de rinovírus
- 32,5% de Sars-CoV-2 (Covid-19)
O levantamento realizado pelo InfoGripe baseia-se nos dados inseridos no Sistema de Informação da Vigilância Epidemiológica da Gripe, atualizados até 17 de janeiro, e refere-se à Semana Epidemiológica (SE) 2. É importante que a população se mantenha informada e atenta às orientações das autoridades de saúde para evitar a propagação da doença.
