Festival Atsá celebra cultura e ancestralidade no Acre
Começou neste sábado (18) na Terra Indígena Puyanawa, em Mâncio Lima, a oitava edição do Festival Atsá. O evento, que segue até 23 de julho, é um espaço fundamental para celebrar a cultura, memória e identidade da comunidade Puyanawa. Reúne moradores, pesquisadores, turistas e autoridades em um ambiente de troca e valorização das tradições.
Rituais, música e esportes tradicionais
Organizado pela Associação Agroextrativista Poyanawa do Barão e Ipiranga (AAPBI), com apoio da Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas do Acre, o festival traz como novidade o desfile para a escolha do rei e da rainha Atsá 2026. A programação mescla espiritualidade, lazer e debates comunitários.
Entre as atividades, destacam-se as cerimônias com a medicina Ayahuasca (Dispãnî Hew), sessões de rapé conduzidas pelo cacique Joel Puyanawa e banhos medicinais tradicionais. Para integrar o público, há apresentações musicais e danças da Escola Ixúbãy Rabuî Puyanawa, além de competições de arremesso de lança e arco e flecha.
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Gastronomia típica e economia local
Os visitantes também podem conhecer o artesanato local e participar da tradicional “caiçumada”, uma celebração com a bebida caiçuma, acompanhada por manifestações artísticas em português e na língua nativa da comunidade. Essa mistura reforça a importância econômica e cultural da festa.
Formas de participação e acesso ao festival
Para garantir a infraestrutura do evento, a organização definiu formatos diferenciados de participação. Moradores de Mâncio Lima, Cruzeiro do Sul e região pagam uma taxa diária de R$ 20,00 para acesso, sendo que alimentos e pinturas corporais são cobrados à parte.
Atividades exclusivas como banhos de medicina e sessões de pintura corporal fazem parte de pacotes de imersão, destinados principalmente a visitantes de outros estados e países. Esses pacotes oferecem suporte completo durante os seis dias de acampamento na aldeia.
O Festival Atsá é, assim, uma importante iniciativa de valorização cultural e circulação de saberes indígenas na Amazônia, que mantém viva a identidade do povo Puyanawa e convida o público a participar ativamente dessa experiência.
