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    Início»Saúde»Família Indígena do Acre Luta pela Vida do Filho com Cardiopatia Congênita
    Família Indígena do Acre Luta pela Vida do Filho com Cardiopatia Congênita
    Saúde 03/05/2026

    Família Indígena do Acre Luta pela Vida do Filho com Cardiopatia Congênita

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    Desafios e Esperança na Luta pela Vida

    A família de Auliano Olavo da Silva Jaminawa, um bebê de apenas um ano e com cardiopatia congênita, enfrenta uma batalha diária pela vida da criança. Nascido em Assis Brasil, no interior do Acre, Auliano precisa de cuidados intensivos, incluindo o uso de uma cânula de traqueostomia e sonda. Recentemente, a criança foi internada novamente, após um período em que estava em tratamento domiciliar. O quadro clínico delicado do pequeno Auliano tem exigido atenção constante, e a situação se agravou, levando à sua reinternação na última sexta-feira (1º).

    Segundo sua mãe, Leda Barbosa Olavo Jaminawa, de 42 anos, a história de Auliano tem sido marcada pela permanência em hospitais desde seu nascimento. O bebê passou por uma cirurgia cardiovascular em dezembro de 2022, no Hospital de Base de São José do Rio Preto, em São Paulo, devido à seriedade de sua condição. “Logo após o parto, fui internada com ele. Os médicos realizaram exames e logo constataram que ele tinha um problema no coração. Fui transferida imediatamente para Rio Branco e, ao perceber que o quadro se agravava, viajei para São Paulo. Meu filho luta pela vida desde então”, contou Leda com emoção.

    Desafios Após a Alta Hospitalar

    Após a cirurgia e um tratamento exigente, Auliano retornou ao Acre e foi transferido do Hospital da Criança para o Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (Into). Ele recebeu alta há três semanas, mas a felicidade foi curta. A mãe, preocupada com a febre persistente do filho, procurou assistência na Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do Segundo Distrito na última sexta-feira.

    Leda relata que, após a alta hospitalar, a família enfrentou dificuldades em manter o tratamento em casa. A falta de oxigênio e insumos para a alimentação por sonda tem gerado insegurança e angústia. “Ele não pode ficar sem oxigênio. Tentamos pedir ajuda, mas não conseguimos retorno. Fui obrigada a acionar o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) para que ele fosse levado de volta ao hospital”, explicou a mãe, que se mostra preocupada com o bem-estar do filho.

    Nota da Sesacre e Apoio às Famílias

    Em resposta à situação delicada, a Secretaria de Saúde do Acre (Sesacre) informou que Auliano recebeu atenção integral em toda a rede estadual até a sua alta. A equipe multiprofissional avaliou que ele estava em condições de receber cuidados domiciliares e forneceu orientações sobre o manejo da traqueostomia e suporte em casa. Segundo a Secretaria, os pacientes que necessitam de acompanhamento domiciliar são assistidos pelo Serviço de Atenção Domiciliar (SAD), que oferece suporte clínico e fornece insumos necessários aos cuidados continuados.

    Leda e sua família enfrentam não apenas a luta pela saúde do pequeno Auliano, mas também dificuldades financeiras. A família optou por deixar a Casa de Apoio à Saúde Indígena (Casai) devido a desavenças e agora vive em uma casa alugada no bairro da Base, onde reside com três dos sete filhos. A situação financeira é complicada, com o marido, Alidão Barbosa da Silva Jaminawa, atuando como agente de proteção etnoambiental e sustentando a família. Ele teve que retornar ao trabalho em Assis Brasil, o que deixou Leda sozinha para lidar com os desafios diários.

    “Está sendo muito difícil passar por tudo isso sozinha. Meu filho doente, aluguel e remédios… Pedi para meu marido trazer as crianças para me ajudar a cuidar dele”, desabafou Leda. A situação da família é um reflexo da luta enfrentada por muitas outras em circunstâncias semelhantes, onde a fragilidade da saúde se entrelaça com questões sociais e financeiras.

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