Indústria brasileira em foco no Acre
O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, participou na última terça-feira (1/7), em Rio Branco (AC), da 3ª edição do Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia. O evento, promovido pelo MDIC com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), reuniu empresários e instituições para apresentar as novas perspectivas abertas pelo acordo comercial, além de destacar os instrumentos da Nova Indústria Brasil (NIB) voltados ao fortalecimento da inovação, exportação e competitividade da indústria nacional.
Política industrial e acordos comerciais como alavancas
Durante a abertura, o ministro Márcio Elias Rosa reforçou que a política industrial e a agenda de acordos comerciais são essenciais para ampliar a presença brasileira no comércio exterior. “Os tempos atuais mostram que quem não tem política industrial e não faz acordo fica para trás. O problema de não fechar um acordo como esse com o Mercosul e a União Europeia não é apenas perder uma oportunidade, é perder espaço para outros”, afirmou.
Ao destacar a estratégia do governo federal, ele lembrou que a abertura de mercados tem sido uma prioridade para aumentar as exportações e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras. Desde o começo do atual governo, o Brasil já conquistou acesso a 642 novos mercados, ampliando oportunidades para a indústria e o agronegócio nacional.
Bioeconomia e sustentabilidade como diferenciais competitivos
O ministro ainda ressaltou que a sustentabilidade é um diferencial importante para a indústria brasileira, sobretudo para a bioeconomia, que ganha força nos mercados internacionais. “Não basta produzir barato. É preciso produzir com rastreabilidade, manejo sustentável e certificação. Aqui na Amazônia Legal, temos uma vantagem competitiva enorme por conta da sustentabilidade e da menor emissão de gases de efeito estufa”, explicou.
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Para Márcio Elias Rosa, estados como o Acre ocupam posição estratégica para agregar valor à produção regional, baseado em uma economia sustentável. “Não podemos subestimar a bioeconomia da Amazônia. Se não valorizarmos essa riqueza, ninguém mais fará isso”, concluiu.
Instrumentos para fomentar inovação e competitividade
No evento, o ministro apresentou também os instrumentos de crédito, financiamento e apoio à inovação oferecidos pela Nova Indústria Brasil (NIB), reforçando a importância de aproximar o setor produtivo das políticas públicas que visam aumentar a produtividade, a competitividade e as exportações brasileiras.
Reação do governo brasileiro a restrições da União Europeia
Em paralelo, o governo brasileiro manifestou pesar pela adoção, pela União Europeia, de novas restrições quantitativas e aumento de tarifas aduaneiras para produtos siderúrgicos. A medida, válida para a maioria dos parceiros comerciais da UE, restringe o acesso ao mercado europeu mesmo após o fim da salvaguarda adotada em 2018.
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O Brasil, que enfrenta o problema do excesso de capacidade global no setor siderúrgico, segue empenhado em buscar soluções junto a fóruns internacionais, como o Fórum Global sobre Excesso de Capacidade Siderúrgica. O governo ressalta que a imposição de medidas restritivas a países que não causam o problema não contribui para a solução e pode provocar uma escalada de medidas de defesa comercial.
Até o momento, não houve acordo entre Brasil e UE sobre compensações referentes à elevação das tarifas, conforme previsto no Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). O sistema de quotas implementado é considerado pelo governo brasileiro uma medida unilateral e não um instrumento válido de compensação.
O governo brasileiro mantém o compromisso de continuar as negociações com a União Europeia, buscando uma solução aceitável e benéfica para ambas as partes.
