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    Início»Economia»Competitividade e Bioeconomia Impulsionam o Acre no Acordo Mercosul-UE
    Competitividade e Bioeconomia Impulsionam o Acre no Acordo Mercosul-UE
    Economia 02/07/2026

    Competitividade e Bioeconomia Impulsionam o Acre no Acordo Mercosul-UE

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    Indústria brasileira em foco no Acre

    O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa, participou na última terça-feira (1/7), em Rio Branco (AC), da 3ª edição do Conexões Produtivas – Oportunidades para a Indústria no Acordo Mercosul-União Europeia. O evento, promovido pelo MDIC com o apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) e da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), reuniu empresários e instituições para apresentar as novas perspectivas abertas pelo acordo comercial, além de destacar os instrumentos da Nova Indústria Brasil (NIB) voltados ao fortalecimento da inovação, exportação e competitividade da indústria nacional.

    Política industrial e acordos comerciais como alavancas

    Durante a abertura, o ministro Márcio Elias Rosa reforçou que a política industrial e a agenda de acordos comerciais são essenciais para ampliar a presença brasileira no comércio exterior. “Os tempos atuais mostram que quem não tem política industrial e não faz acordo fica para trás. O problema de não fechar um acordo como esse com o Mercosul e a União Europeia não é apenas perder uma oportunidade, é perder espaço para outros”, afirmou.

    Ao destacar a estratégia do governo federal, ele lembrou que a abertura de mercados tem sido uma prioridade para aumentar as exportações e fortalecer a competitividade das empresas brasileiras. Desde o começo do atual governo, o Brasil já conquistou acesso a 642 novos mercados, ampliando oportunidades para a indústria e o agronegócio nacional.

    Bioeconomia e sustentabilidade como diferenciais competitivos

    O ministro ainda ressaltou que a sustentabilidade é um diferencial importante para a indústria brasileira, sobretudo para a bioeconomia, que ganha força nos mercados internacionais. “Não basta produzir barato. É preciso produzir com rastreabilidade, manejo sustentável e certificação. Aqui na Amazônia Legal, temos uma vantagem competitiva enorme por conta da sustentabilidade e da menor emissão de gases de efeito estufa”, explicou.

    Leia também: Acordo Mercosul–UE: Perspectivas de Investimentos Bilionários em Mineração

    Leia também: Governo do Acre Celebra Acordo Mercosul-União Europeia e Abre Novos Horizontes para Produtos Locais

    Para Márcio Elias Rosa, estados como o Acre ocupam posição estratégica para agregar valor à produção regional, baseado em uma economia sustentável. “Não podemos subestimar a bioeconomia da Amazônia. Se não valorizarmos essa riqueza, ninguém mais fará isso”, concluiu.

    Instrumentos para fomentar inovação e competitividade

    No evento, o ministro apresentou também os instrumentos de crédito, financiamento e apoio à inovação oferecidos pela Nova Indústria Brasil (NIB), reforçando a importância de aproximar o setor produtivo das políticas públicas que visam aumentar a produtividade, a competitividade e as exportações brasileiras.

    Reação do governo brasileiro a restrições da União Europeia

    Em paralelo, o governo brasileiro manifestou pesar pela adoção, pela União Europeia, de novas restrições quantitativas e aumento de tarifas aduaneiras para produtos siderúrgicos. A medida, válida para a maioria dos parceiros comerciais da UE, restringe o acesso ao mercado europeu mesmo após o fim da salvaguarda adotada em 2018.

    Leia também: Governo do Acre Celebra Acordo Mercosul-UE e Projeta Novas Oportunidades de Mercado

    Leia também: Acre e Peru Firmam Acordo Estratégico para Conectar Economias ao Pacífico

    O Brasil, que enfrenta o problema do excesso de capacidade global no setor siderúrgico, segue empenhado em buscar soluções junto a fóruns internacionais, como o Fórum Global sobre Excesso de Capacidade Siderúrgica. O governo ressalta que a imposição de medidas restritivas a países que não causam o problema não contribui para a solução e pode provocar uma escalada de medidas de defesa comercial.

    Até o momento, não houve acordo entre Brasil e UE sobre compensações referentes à elevação das tarifas, conforme previsto no Artigo XXVIII do Acordo Geral sobre Tarifas Aduaneiras e Comércio (GATT). O sistema de quotas implementado é considerado pelo governo brasileiro uma medida unilateral e não um instrumento válido de compensação.

    O governo brasileiro mantém o compromisso de continuar as negociações com a União Europeia, buscando uma solução aceitável e benéfica para ambas as partes.

    64 anos do Acre Acordo Mercosul União Europeia bioeconomia competitividade do etanol indústria brasileira
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    Carlos Alberto da Silva

    Curioso por cada real que entra e sai do bolso de quem produz, vende e trabalha, Carlos Alberto da Silva percorre mercados, escritórios e estradas para entender como a economia se materializa no dia a dia da região. Nas reportagens, simplifica números, ouve quem sente as mudanças no caixa e entrega histórias que ajudam o leitor a enxergar chances de ganhar, investir e consumir com mais clareza.

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