Decisão Adia Análise sobre Afastamento
Nesta quinta-feira, 28, a Câmara Municipal de Rio Branco decidiu, por meio de votação, recusar o pedido de urgência para a inclusão de dois requerimentos que pleiteavam o afastamento temporário do superintendente da RBTrans, Clendes Vilas Boas. As solicitações surgiram após denúncias de assédio moral feitas por servidores da autarquia. Com essa decisão, os requerimentos não foram incluídos na pauta da sessão, adiando qualquer ação formal em relação ao afastamento do superintendente.
O primeiro requerimento, apresentado pelo vereador Fábio Araújo, pedia que o prefeito Sebastião Bocalom determinasse o afastamento imediato de Clendes até que a apuração dos fatos estivesse concluída. Já o segundo documento, que teve a assinatura de dez vereadores, incluindo Elzinha Mendonça, Leôncio Castro e Bruno Moraes, enfatizava a importância da medida cautelar para proteger a integridade do processo investigativo e preservar a segurança de testemunhas e servidores, além de garantir o interesse público.
A votação que decidiu sobre o pedido de urgência resultou em um cenário polêmico. Foram a favor do acolhimento da urgência: André Kamai, Eber Machado, Elzinha Mendonça, Fábio Araújo, João Paulo Silva, Neném Almeida e Zé Lopes. Por outro lado, os votos contrários vieram de Antônio Morais, Bruno Moraes, Felipe Tchê, Leôncio Castro, Márcio Mustafá, Matheus Paiva, Moacir Júnior, Rutênio Sá, Samir Bestene e Raimundo Neném.
Com a rejeição, os requerimentos permanecem sem análise, o que significa que a situação de Clendes Vilas Boas seguirá sem qualquer deliberação oficial por parte da Câmara Municipal até o momento.
Denúncias Ganhando Repercussão
A situação envolvendo Clendes ganhou notoriedade no último dia 12 de agosto, quando os vereadores Eber Machado (MDB) e André Kamai trouxeram à tona denúncias, que inicialmente eram anônimas, ao plenário da Câmara. Após essa exposição, servidores e ex-servidores da RBTrans se dirigiram ao parlamento para reforçar suas queixas.
Na última quarta-feira, 27, a Comissão de Defesa dos Direitos das Mulheres da Câmara Municipal encaminhou um documento ao Ministério Público do Acre (MPAC) contendo todos os detalhes das denúncias contra Clendes. O material foi entregue à procuradora-geral adjunta para Assuntos Administrativos e Institucionais, Rita de Cássia Nogueira, pela vereadora Elzinha Mendonça, que é a presidente da comissão.
Resposta de Clendes e Medidas Legais
Em resposta a essas acusações, Clendes Vilas Boas se pronunciou, classificando as denúncias como “levianas” e defendendo sua integridade. “Eu tenho a consciência tranquila. Sou ficha limpa, não respondí a nenhum processo. Tenho orgulho de estar nesta gestão que também possui esse histórico de transparência”, afirmou em uma coletiva de imprensa realizada no dia 13 de agosto.
Além disso, Clendes assegurou que não pretende se afastar do cargo e revelou sua intenção de tomar medidas judiciais contra aqueles que, segundo ele, buscam “manchar sua honra”. “Vou processar um por um. Não se deve brincar com a honra de uma pessoa honesta”, finalizou, deixando claro que está disposto a defender sua reputação.