Produção no centro da mudança econômica do Acre
Tião Bocalom, candidato ao governo do Acre, tem na produção local o eixo central de sua campanha para transformar a economia do estado. Em visita a uma empresa de hidroponia em Rio Branco, ao lado do candidato ao Senado Eduardo Velloso, ele reforçou a necessidade de ampliar a geração de riqueza dentro do próprio Acre para reduzir a dependência dos recursos federais vindos de Brasília.
O empreendimento visitado utiliza cultivo sem solo e produz cerca de 45 toneladas de hortaliças por ciclo, como alface, couve, cheiro-verde, coentro e jambu. Além de alimentar o mercado local, mantém 37 empregos diretos, mostrando o potencial da produção para movimentar a economia regional.
Foco na agricultura e valorização dos produtores locais
Bocalom defende que não basta prometer investimentos em saúde, educação ou infraestrutura sem indicar de onde sairão os recursos. Para ele, o caminho está no fortalecimento do setor produtivo, especialmente da agropecuária, para que o dinheiro circule mais dentro do Acre. “Temos que apoiar realmente o homem do campo: comer o arroz do Acre, o feijão do Acre, tomar o leite do Acre, comer o tomate do Acre. Daí o dinheiro fica aqui.”
O candidato ainda destaca a importância de ampliar a produção local para reduzir a dependência de alimentos importados de outros estados, o que atualmente faz sair dinheiro da economia acreana. A proposta inclui incentivar pequenos e médios produtores rurais para aumentar a oferta interna.
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Potencial do café e geração de receita por meio das exportações
Entre as oportunidades apontadas por Bocalom está o crescimento da cadeia produtiva do café. O candidato vê no mercado externo uma fonte para atrair recursos novos ao Acre, gerando receita adicional que circula na economia local e beneficia diversos setores.
“Se a gente produzir café para exportar, o dinheiro novo vem, circula e todo mundo tira um pedacinho dele.” Esse modelo econômico dinâmico, segundo ele, ampliaria a capacidade do governo estadual para investir em serviços básicos e infraestrutura.
Para Bocalom, a produção não é apenas uma política agrícola, mas uma estratégia para gerar emprego, aumentar renda e fortalecer a arrecadação estadual. “Nós temos que fortalecer a economia do Acre para não ficar só dependendo do dinheiro do governo federal.”
Investimentos em agricultura familiar e assistência técnica
Na agenda, o candidato citou projetos voltados à agricultura familiar, que atendem 1.306 famílias com análise de solo, preparo de áreas e assistência técnica para cultivo de cacau e café. O objetivo é ampliar a capacidade produtiva dessas propriedades e transformar o campo em fonte de renda sustentável.
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“Estamos investindo em quem produz para que a riqueza fique aqui no estado do Acre.” Essa iniciativa reforça a visão de que o desenvolvimento econômico regional passa por fortalecer quem atua diretamente na produção.
Produzir para Empregar: a estratégia para o Acre
Bocalom associa sua campanha ao lema “Produzir para Empregar”, destacando a produção rural e empresarial como motor da economia local, capaz de gerar empregos e ampliar a autonomia financeira do Acre.
Ele também resgata sua experiência em gestões anteriores, em Acrelândia e na Prefeitura de Rio Branco, onde implementou políticas voltadas à produção e ao uso eficiente dos recursos próprios. O candidato acredita que esse modelo pode ser replicado no governo do estado para garantir mais desenvolvimento e menos dependência externa.
