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    Amazonas em Risco: Glenio Seixas Aponta Ausência de Zoneamento como Perda de Oportunidades
    Economia 23/01/2026

    Amazonas em Risco: Glenio Seixas Aponta Ausência de Zoneamento como Perda de Oportunidades

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    Zoneamento Ecológico-Econômico: Uma Necessidade Urgente

    No cenário político atual, onde a discussão sobre meio ambiente e desenvolvimento no Norte do Brasil ganha cada vez mais relevância, Glenio Seixas, pré-candidato a deputado estadual e ex-prefeito de Barreirinha, ressalta a importância da implementação do Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) no Amazonas. Para Seixas, este instrumento é crucial para garantir um planejamento efetivo e segurança jurídica que favoreçam investimentos na região.

    Durante sua apresentação, Glenio enfatizou que a falta de um ZEE tem levado o estado a perder oportunidades valiosas. Ele citou como exemplo o Acre, um estado que já avançou no desenvolvimento de um planejamento similar, permitindo um crescimento econômico mais estruturado e sustentável.

    Em sua fala, Seixas defendeu que o Amazonas não precisa de orientações externas sobre como preservar o meio ambiente. Ele destacou que, atualmente, cerca de 97% da floresta amazônica permanece em pé, resultado do trabalho incessante e da sabedoria acumulada dos povos indígenas e das comunidades locais. O ex-prefeito também sublinhou que cerca de 80% da floresta do bioma amazônico, que inclui estados como Pará, Acre, Rondônia e partes do Mato Grosso, continua intacta, o que é motivo de orgulho para a região.

    “É desanimador pensar que temos uma ministra do meio ambiente querendo nos ensinar a preservar a Amazônia. Nós sabemos como manter a nossa floresta em pé”, disse Glenio. Para ele, a aprovação do ZEE é um passo essencial rumo a um planejamento mais organizado, que proporcionará segurança jurídica e atrairá novos investimentos, especialmente para o setor primário.

    “Precisamos do zoneamento, pois o ZEE é um planejamento que garante segurança jurídica para investimentos futuros, principalmente na área do setor primário”, finalizou.

    Impasses na BR-319

    Paralelamente ao debate sobre o desenvolvimento regional, a ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, tem se posicionado como uma figura central nas discussões acerca da infraestrutura e da conservação ambiental, especialmente no que diz respeito à polêmica BR-319. Essa rodovia federal, que conecta Manaus (AM) a Porto Velho (RO), tem sido alvo de controvérsias há décadas.

    Marina foi clara ao afirmar que qualquer avanço relacionado à renovação ou pavimentação da BR-319 deve respeitar critérios ambientais rigorosos e se pautar pela sustentabilidade. Em audiência na Comissão de Agricultura da Câmara dos Deputados, a ministra destacou que a mera perspectiva de que obras seriam realizadas sem a devida consideração ambiental já resultou em um aumento significativo do desmatamento na região – estimado em mais de 100%. Em suas palavras, a BR-319 “ou será sustentável ou não será”, deixando claro que a preservação ambiental deve ser uma prioridade inegociável.

    Essas declarações refletem a complexidade da situação no Amazonas, onde a busca pelo desenvolvimento econômico deve coexistir com a necessidade urgente de proteger um dos ecossistemas mais ricos e diversos do mundo. O debate sobre o Zoneamento Ecológico-Econômico e a BR-319 exemplifica os desafios enfrentados pela região, onde o equilíbrio entre crescimento e preservação é não apenas desejável, mas essencial para o futuro da Amazônia e de seus habitantes.

    Amazonas cultura e meio ambiente desenvolvimento sustentável Glenio Seixas Zoneamento Ecológico-Econômico
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