Zoneamento Agrícola: Uma Direção Clara para o Cultivo
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) deu um passo importante na última terça-feira, dia 26, ao publicar a Portaria nº 384/2025 no Diário Oficial da União. Este documento oficializa o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) voltado para a cultura do milho na 2ª safra no estado do Acre, abrangendo o período do ano-safra 2025/2026. A iniciativa se torna crucial para orientar os agricultores sobre as melhores práticas de cultivo, considerando as variações climáticas que podem impactar a produção.
O estudo que fundamenta o Zarc estabelece os períodos ideais para a semeadura do milho e determina os municípios que são mais adequados para o seu cultivo, dividindo-os em três níveis de risco climático: 20%, 30% e 40%. Essa análise tem como base fatores fundamentais, como a precipitação, as temperaturas na região, a disponibilidade de água no solo e as diferentes fases de desenvolvimento da planta. Com essas informações, os agricultores podem tomar decisões mais informadas e, assim, minimizar perdas.
Importância da Água para a Produtividade
Segundo as diretrizes do Zarc, a cultura do milho demanda entre 500 e 800 milímetros de água bem distribuída durante seu ciclo. É essencial que os produtores estejam cientes de que períodos críticos de escassez de água, especialmente durante as fases de florescimento e enchimento dos grãos, podem comprometer significativamente a produtividade das lavouras. Além disso, o zoneamento especifica restrições quanto ao tipo de solo e às condições ambientais, excluindo áreas que não são favoráveis, como zonas de preservação permanente e terrenos pedregosos.
A portaria ainda lista as cultivares de milho recomendadas para o Acre, organizadas em grupos conforme o ciclo da planta. Essa categorização visa facilitar aos agricultores a escolha das sementes que melhor se adaptam às condições locais e ao calendário agrícola, assegurando um melhor aproveitamento das safras.
Apoio aos Agricultores e as Expectativas Futuras
É inegável que essa nova diretriz representa um avanço significativo para os produtores rurais do Acre, que agora contam com um suporte mais estruturado para lidar com os desafios impostos pelas mudanças climáticas. Um especialista em agronomia, que preferiu manter o anonimato, comentou sobre a relevância do Zarc: “Ter um zoneamento bem definido é crucial para o planejamento agrícola, pois reduz riscos e melhora a eficiência do cultivo.”
Com a implementação do zoneamento, espera-se que a produção de milho no Acre não apenas se torne mais sustentável, mas também que cresça em volume e qualidade. Essa mudança poderá impactar positivamente tanto a economia local quanto a segurança alimentar da região, proporcionando um desenvolvimento agrícola mais robusto.