Como o Amor Pode Superar Diferenças Culturais
Txana Nane Kaya, indígena do povo Huni Kuin, que nasceu na aldeia Glória de Deus, situada em Marechal Thaumaturgo, Acre, e Carolina Zago, terapeuta natural do Rio Grande do Sul, decidiram compartilhar publicamente a história de seu relacionamento nas redes sociais. O vídeo que retrata essa união já atingiu mais de 41,5 mil visualizações, atraindo a atenção de muitos que se interessam por histórias de amor que desafiam as barreiras culturais.
No vídeo, o casal destaca que seu amor transcende as diferenças culturais, físicas e geográficas que frequentemente chamam a atenção de quem observa de fora. Txana comenta que muitas pessoas se concentram apenas nos contrastes visíveis, sem entender o que realmente os uniu. “Às vezes as pessoas só enxergam duas culturas completamente diferentes, duas cores de peles diferentes, dois formatos de corpos diferentes, mas não enxergam aquilo que realmente nos uniu. Para nós não foi um encontro comum, foi espiritual que nos uniu. O nosso amor atravessou fronteiras para existir”, revela.
Carolina, por sua vez, enfatiza que o relacionamento exige constante escolha e aprendizado. “Amar alguém que tem outra cultura é uma escolha, aprender algo novo todo dia”, afirma. Em suas reflexões compartilhadas nas redes sociais, a terapeuta menciona que, apesar das diferenças, os dois se reconhecem como parte um do outro e compartilham propósitos similares.
Integração de Práticas Espirituais e Terapias Alternativas
O casal se dedica a práticas ligadas à espiritualidade e terapias alternativas. Txana realiza trabalhos com rezos tradicionais do povo Huni Kuin e utiliza medicinas da floresta, como ayahuasca, rapé, kambô e sananga, conduzindo rituais que seguem ensinamentos ancestrais de seu povo. “Essas práticas têm um significado profundo para nós e são uma maneira de honrar nossa cultura e tradições”, explica Txana.
Carolina complementa, apresentando seu trabalho com terapias como constelação familiar, mesas radiônicas, tarot e rituais com cacau, todos voltados ao autoconhecimento e à cura emocional. “Sinto que cada dia é uma oportunidade de aprendizado e de crescimento, tanto pessoal quanto espiritual”, conta.
Ao justificar a decisão de expor sua história, Carolina expressou o desejo de mostrar o trabalho espiritual que o casal realiza. “Hoje nós dois sentimos em nossos corações de compartilhar a nossa história para que mais pessoas possam conhecer as forças de cura que trazemos com o nosso servir”, escreveu em um de seus posts.
Essa união, que desafia estereótipos e preconceitos, não só proporciona um espaço de acolhimento e respeito entre culturas distintas, mas também oferece uma nova perspectiva sobre como diferentes tradições podem se complementar e enriquecer a experiência humana. O casal, em sua jornada, reflete sobre a importância de se conectar com o outro em níveis mais profundos, além das aparências.
