Iniciativa Promissora para Mulheres em Situação Vulnerável
A Comissão de Trabalho da Câmara dos Deputados deu um passo significativo em dezembro ao aprovar um projeto de lei que institui o Programa Nacional de Emprego e Apoio para a Mulher Vítima de Violência Doméstica, Familiar ou Sexual. Essa proposta busca articular esforços entre o setor privado e o poder público em níveis federal, estadual e municipal, com o objetivo de facilitar a reintegração dessas mulheres ao mercado de trabalho.
O projeto estabelece grupos específicos a serem atendidos, incluindo mulheres que sofreram violência doméstica e familiar, conforme os critérios definidos pela Lei Maria da Penha, além de vítimas de estupro, segundo as disposições do Código Penal, independentemente do local em que o crime tenha ocorrido.
Conforme o texto aprovado, o programa deve respeitar a vocação profissional de cada participante e buscar oferecer salários compatíveis com os padrões do mercado. Essa abordagem visa garantir que as mulheres tenham oportunidades justas e dignas de emprego.
A Importância da Autonomia Financeira
O texto sancionado é um substitutivo elaborado pelo relator da proposta, deputado Ricardo Maia (MDB-BA), que unificou o Projeto de Lei 2156/24, apresentado pelo deputado Raimundo Santos (PSD-PA), a um projeto apensado (PL 3293/24), criando uma política pública mais abrangente. Ricardo Maia ressaltou que a dependência financeira é um dos principais entraves para que muitas mulheres consigam romper o ciclo de abusos. Ele afirmou: “Ao focar na empregabilidade, os projetos oferecem às vítimas a possibilidade de reconquistar sua autonomia, autoestima e dignidade”.
Proteção de Dados e Segurança das Beneficiárias
O projeto também se preocupa com a segurança das participantes, abordando a questão da proteção de dados. As informações das beneficiárias serão tratadas como sensíveis, em conformidade com as diretrizes da Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPDP). O intuito é garantir o sigilo absoluto das informações, resguardando a intimidade, a privacidade e a segurança pessoal das mulheres atendidas. Contudo, essa confidencialidade não deve prejudicar a transparência na aplicação dos recursos públicos destinados ao programa.
Próximos Passos para a Legalização da Proposta
Agora, a proposta segue em tramitação e será analisada de forma conclusiva por outras comissões, incluindo a de Defesa dos Direitos da Mulher e a de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para que a proposta se torne lei, a aprovação pela Câmara e pelo Senado é essencial.
