União Municipal em Busca de Soluções Sustentáveis
Na última sexta-feira (27), o prefeito de Rio Branco e presidente da Associação dos Municípios do Acre (AMAC), Tião Bocalom, se reuniu com os prefeitos dos 22 municípios do Acre para discutir um dos principais desafios enfrentados pela região: a destinação adequada dos resíduos sólidos. Durante o encontro, os gestores analisaram a prestação de contas da AMAC referente ao exercício de 2025, além de debaterem estratégias para lidar com a questão que, segundo eles, é um dos maiores gargalos na administração pública local, especialmente em relação às legislações ambientais em vigor.
Emerson Leão, diretor executivo do Consórcio Intermunicipal de Resíduos Sólidos do Acre, afirmou que a solução passa por uma união dos prefeitos em ações consorciadas. Essa abordagem permite a implementação de soluções viáveis e sustentáveis em toda a região. Leão ressaltou que o consórcio tem avançado desde a sua criação, recebendo apoio técnico, incluindo a contratação de um geólogo para orientar os municípios e o suporte da AMAC e do governo estadual.
“Estamos avançando de forma significativa. O consórcio cresceu muito nesses quase três anos e hoje já contamos com apoio técnico especializado. A Lei nº 12.305 é clara ao estabelecer que todos os geradores devem contribuir com a taxa de resíduos, garantindo a sustentabilidade do sistema e evitando penalidades aos gestores”, destacou Emerson Leão, sublinhando a importância do engajamento coletivo.
Apoio Governamental e Soluções Financeiras
Tião Bocalom, ao destacar as parcerias estabelecidas, mencionou o apoio do Governo do Estado do Acre e a contrapartida de recursos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Essa colaboração permitirá que todas as prefeituras, mesmo aquelas com menor capacidade financeira, encontrem uma solução definitiva para o problema da destinação de resíduos sólidos.
“Esse é um problema que se arrasta há mais de 30 anos e que nenhum município, sozinho, tem condições de resolver. Agora, com o apoio do governo e a estruturação do projeto pelo BNDES, tenho certeza de que vamos dar uma solução definitiva e livrar nossos prefeitos desse passivo histórico”, afirmou Bocalom, mostrando otimismo em relação ao futuro.
Máximo Antônio de Souza, prefeito de Porto Acre, também destacou a importância da adesão ao consórcio, reforçando que a iniciativa é um ganho tanto para o meio ambiente quanto para a população local. “Estamos tratando de um problema que envolve lixo, saneamento e saúde pública. Com o financiamento para os estudos e a definição do modelo de gestão, vamos conseguir dar uma resposta efetiva à sociedade e atender às exigências dos órgãos de controle”, concluiu o gestor.
