Tradição e fé que iluminam Mâncio Lima
Erguida no bairro Santo Antônio, a maior fogueira do Acre tem quase 20 metros de altura e é construída há cerca de três décadas pela própria comunidade local. O trabalho artesanal mobiliza mais de 20 homens durante vários dias para levantar a estrutura, que segue o tradicional formato quadrangular das fogueiras dedicadas ao santo casamenteiro. Essa construção é muito mais que uma estrutura de madeira: é um símbolo vivo da fé e da cultura que circula em Mâncio Lima.
Uma chama que cresce com a comunidade
A tradição começou de forma simples, quando as famílias acendiam pequenas fogueiras nos quintais durante o novenário em homenagem a Santo Antônio. Com o passar dos anos, a ideia de erguer uma fogueira maior e verticalizada ganhou força, tornando-se uma das maiores manifestações culturais do município. Em 2026, o acendimento da fogueira ocorreu no dia 13 de junho, no encerramento do Novenário de Santo Antônio, principal celebração religiosa da comunidade, reunindo centenas de pessoas em uma noite marcada por fé, devoção e confraternização.
Um marco cultural que ultrapassa fronteiras
Com dimensões similares a um prédio de vários andares, a fogueira pode ser vista de diferentes pontos da cidade, sendo um dos cartões-postais das festividades juninas de Mâncio Lima. Além do aspecto religioso, a tradição fortalece os laços comunitários, envolvendo moradores de várias idades e gerações em um trabalho coletivo que reforça o sentimento de pertencimento local. Nos últimos anos, a fama da fogueira ultrapassou os limites do município, atraindo turistas e curiosos interessados em conhecer essa impressionante estrutura da região Norte. Reportagens e registros nas redes sociais ampliaram a visibilidade da celebração, consolidando a fogueira como um dos principais atrativos culturais da cidade.
Fé, tradição e identidade amazônica
Mais do que uma estrutura temporária, a Fogueira de Santo Antônio representa a união entre fé, tradição e identidade cultural em Mâncio Lima. Em uma cidade marcada por suas belezas naturais e pela rica herança amazônica, o monumento segue iluminando gerações e reforçando o orgulho dos moradores em preservar uma das tradições mais significativas do Acre.
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