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    Home»Saúde»Investimentos em Saneamento em Rio Branco: Menor Valor Entre Capitais Brasileiras
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    Estudo revela que capital acreana investe apenas R$ 8,10 por habitante em saneamento
    Saúde 20/08/2025

    Investimentos em Saneamento em Rio Branco: Menor Valor Entre Capitais Brasileiras

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    Desempenho Preocupante no saneamento Básico

    Um estudo realizado pela organização da sociedade civil Trata Brasil, com base nos dados do Sistema Nacional de Informações sobre saneamento (SINISA), revelou que Rio Branco se destaca negativamente ao registrar o menor investimento em saneamento básico per capita entre as capitais do Brasil nos últimos cinco anos. O valor, alarmante, é de apenas R$ 8,10 por habitante, colocando a capital do Acre na última posição entre os 100 municípios analisados.

    A pesquisa leva em conta os investimentos realizados tanto por prestadores de serviços de saneamento quanto pelos recursos financeiros destinados por estados e municípios. No panorama geral, a média nacional dos investimentos nos municípios avaliados alcançou R$ 132,71 por habitante, com Praia Grande, em São Paulo, liderando o ranking, ao investir R$ 616,34 per capita.

    Leia também: Acre Avança no Saneamento Básico: Proposta Conjunta Apresentada em Brasília

    Leia também: Saneamento no Brasil: Avanços e Desafios Rumo à Universalização até 2033

    Pérdas na Distribuição de Água

    Ademais, Rio Branco também se destaca entre os municípios com um dos piores desempenhos em relação às perdas na distribuição de água. Com um índice alarmante de 56,06%, a capital ocupa a 96ª posição, evidenciando que mais da metade da água tratada é desperdiçada antes de alcançar as residências dos cidadãos.

    O estudo indica que, dentre os 100 municípios analisados, 32 conseguiram registrar perdas inferiores a 30% na distribuição de água. Em contrapartida, apenas dois municípios apresentaram índices acima de 60%. Um caso positivo foi o de Suzano (SP), que, apesar de ter 95% de perdas no faturamento, conseguiu uma impressionante taxa de apenas 0,88% de perdas na distribuição, o que representa o melhor desempenho entre os avaliados.

    Leia também: Acre Avança no Saneamento Básico: Proposta Conjunta Apresentada em Brasília

    Leia também: Saneamento no Brasil: Avanços e Desafios Rumo à Universalização até 2033

    Desafios em Outras Capitais da Região Norte

    O levantamento também destaca que outras capitais da Região Norte enfrentam problemas semelhantes. Macapá (AP), Belém (PA) e Porto Velho (RO) estão entre as dez piores colocações em termos de perdas na distribuição e figuram nas últimas posições no ranking geral de saneamento básico. Esses dados colocam em evidência a necessidade urgente de melhorias na infraestrutura e gestão dos recursos hídricos nas capitais da região.

    Meta Nacional de saneamento A Caminho de Se Tornar uma Realidade Distante

    A discrepância nos investimentos em Rio Branco torna-se ainda mais preocupante quando considerada a meta estabelecida pelo Plano Nacional de saneamento Básico (PLANSAB), que estipula um valor de R$ 223,82 por habitante como necessário para garantir avanços significativos nessa área. O contraste é evidente, e a situação atual levanta questões sobre o comprometimento com a saúde pública e a qualidade de vida da população local.

    Apesar dos números alarmantes, especialistas ressaltam que a posição final de um município no ranking não se baseia apenas no investimento por habitante. Fatores como a universalização do abastecimento de água, a coleta e o tratamento de esgoto, além do controle das perdas no sistema, também são essenciais para uma avaliação completa do saneamento básico.

    Conecta Rio Branco saneamento Trata Brasil Tratamento de água
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