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    Procedimentos Periciais do IML em Comunidade Indígena Após Acidente Fatal em Sena Madureira
    Saúde 02/02/2026

    Procedimentos Periciais do IML em Comunidade Indígena Após Acidente Fatal em Sena Madureira

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    Ação do IML em Comunidade Indígena

    A Polícia Civil do Acre (PCAC), através do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), em colaboração com o Instituto Médico Legal (IML) e o Departamento de Polícia da Capital e do Interior (DPCI), realizou, na manhã do dia 30, a coleta de evidências no local onde vivia o agente de saúde indígena Isaias Salomão Manchineri. O agente faleceu em um trágico acidente fluvial nas imediações de Sena Madureira, na zona rural do Acre, região de difícil acesso, próximo à fronteira com o Peru.

    O acidente ocorreu no rio Iaco, quando Isaias estava em uma canoa. Durante o trajeto, um barranco cedeu, resultando na queda de uma árvore de grande porte sobre a embarcação, provocando a fatalidade. O incidente trouxe à tona a fragilidade das condições de segurança nas comunidades ribeirinhas, onde a natureza e a precariedade das estruturas de transporte frequentemente colocam vidas em risco.

    Logística Desafiadora em Ação do IML

    Diante das adversidades de acesso e das condições climáticas complicadas, uma equipe do IML deixou Rio Branco por volta das 9h, com o suporte do Centro Integrado de Operações Aéreas (Ciopaer), rumo à Aldeia Santa Cruz. Mesmo com o desafio logístico, a equipe montou uma estrutura provisória no local, permitindo a realização de todos os exames periciais necessários sem a necessidade de traslado do corpo.

    Essa medida excepcional foi fundamental para garantir a liberação imediata do corpo à família, respeitando tanto os protocolos legais quanto as particularidades culturais da comunidade indígena. O procedimento teve como foco principal a celeridade e a dignidade no atendimento às necessidades da família enlutada.

    Respeito e Humanização nos Procedimentos Periciais

    Dr. Ítalo Maia, diretor do Instituto Médico Legal, afirmou que a ação foi pautada em critérios técnicos e, principalmente, humanos. “Devido às condições adversas e a localização remota da comunidade, o IML adotou um procedimento excepcional, instalando toda a estrutura necessária no próprio local da ocorrência. Isso assegurou que todos os exames fossem realizados de maneira segura e respeitosa, permitindo que a família pudesse realizar os ritos fúnebres de forma digna e imediata”, explicou Maia.

    Essa abordagem demonstra a importância do respeito às particularidades culturais em situações delicadas, como a perda de um ente querido. Além de atender às necessidades legais, a atuação do IML reflete uma preocupação em preservar a cultura da comunidade indígena durante o processo, minimizando o sofrimento da família.

    Conclusão do Atendimento e Retorno à Capital

    Após concluir os procedimentos periciais e liberar o corpo para a família, a equipe do IML, acompanhada pelo Ciopaer, iniciou o retorno à capital às 16h. A agilidade no atendimento em uma situação tão delicada ressalta a importância de uma atuação eficiente e humana em situações de emergência nas comunidades mais isoladas do Acre.

    O caso do agente de saúde Isaias Salomão Manchineri não apenas destaca os desafios enfrentados pelas comunidades ribeirinhas, mas também a necessidade de um suporte contínuo e respeitoso em situações de vulnerabilidade, garantindo assim a dignidade e o amparo necessário às famílias em momentos de dor e perda.

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