Greve na Educação em Rio Branco mobiliza mais de 50 unidades
Em uma mobilização significativa, pelo menos 51 escolas, creches e centros de educação infantil da rede municipal de Rio Branco aderiram à greve da Educação, conforme levantamento do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Acre (Sinteac) e do Sindicato dos Professores da Rede Pública Municipal de Rio Branco. Embora algumas unidades mantenham atendimento parcial, a paralisação segue por tempo indeterminado, até que a prefeitura apresente uma nova proposta que atenda às reivindicações da categoria.
Reivindicações centrais e insatisfação com a prefeitura
As demandas dos trabalhadores da educação incluem a reposição inflacionária dos salários acumulada nos últimos três anos, atualização das gratificações das equipes gestoras, avanços nas negociações do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR) e melhorias nas condições estruturais das unidades de ensino. Segundo a presidente do Sinteac, Rosana Nascimento, a categoria considera que houve retrocesso nas negociações recentes, pois a prefeitura teria apresentado uma proposta inferior àquela discutida anteriormente.
“A prefeitura está nos retalhando, porque estávamos avançando em uma proposta, mas na última quinta-feira [21] enviaram uma proposta pior do que a que estava sendo construída na mesa. Mesmo assim, nosso movimento está forte, com mais de 70% das escolas em greve e seguimos firmes no cronograma da paralisação”, explicou Rosana.
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Proposta rejeitada e manutenção da paralisação
A presidente do sindicato ressaltou que, desde o início da greve, houve apenas uma reunião entre representantes da categoria e a gestão municipal, na qual a proposta apresentada pelo Executivo foi rejeitada pelos trabalhadores. “A proposta é imoral. Depois de três anos sem nenhum reajuste, oferecer R$ 75 para um funcionário é inaceitável”, disse Rosana.
Além disso, a categoria reivindica a reposição do salário mínimo nas tabelas dos servidores, um reajuste imediato de 5% para todas as categorias e mais 5% a partir de novembro. A paralisação deve continuar até que a prefeitura apresente uma proposta considerada justa pelos trabalhadores. “Só depende do prefeito encerrar esta greve”, concluiu a presidente do Sinteac.
Lista das unidades escolares em greve
O sindicato divulgou a lista das unidades que aderiram à paralisação, incluindo creches e escolas como Creche Sagrado Coração de Maria, Escola Benfica, Anita Jangles, Escola Frei Pelegrino de Lima, Valdívia de Castro, Francisca Aragão Silva, Creche Maria José Bezerra dos Reis, Creche Sorriso de Criança, Padre Peregrino, Escola Mário Lobão, entre outras. Ao todo, 51 unidades participam do movimento, demonstrando o alcance e a força da mobilização.
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Movimentos anteriores e pressão sobre a prefeitura
Antes da deflagração da greve, os trabalhadores já tinham organizado um ato em 11 de maio em frente à prefeitura, buscando pressionar o Executivo municipal por avanços nas negociações. Na ocasião, participaram representantes de 56 escolas, que cobraram a reposição inflacionária do piso do magistério para os anos de 2024, 2025 e 2026, além da atualização das tabelas salariais dos servidores da educação.
O g1 entrou em contato com a Prefeitura de Rio Branco para obter um posicionamento sobre as reivindicações e propostas apresentadas, mas aguarda retorno até o momento.
