Cameli reforça posicionamento e aposta na conciliação política
O candidato ao Senado, Gladson Cameli (Progressistas), reafirmou sua identidade política de direita ao mesmo tempo em que rejeitou o radicalismo como postura para atuação pública. Em entrevista concedida na sexta-feira, 28, ele destacou que, após o período eleitoral, deve prevalecer a busca por articulações que beneficiem o estado do Acre, deixando de lado as disputas eleitorais.
“Eu sempre fui de direita, só que eu não sou radical. O que é radical? Na época da campanha a gente vai debater quem são os candidatos, mas depois que passa a eleição você tem que descer do palanque, pensar nas pessoas”, afirmou Cameli, enfatizando a necessidade de superar embates políticos que desgastam a população.
Evitar confrontos e priorizar o estado
O ex-governador reiterou que não adota uma postura radical e que a população rejeita a ideia de disputas permanentes entre grupos políticos. Ele defende que, encerrada a eleição, os representantes devem se unir para atuar em prol do Acre. Cameli ainda criticou governadores que, por divergências políticas, se recusaram a receber o presidente da República durante visitas aos estados, ressaltando a importância do diálogo institucional para atender às demandas locais.
“Teve governadores, colegas meus, que o presidente veio aqui na época que veio visitar os estados não receberam por causa da politicagem. Como é que o governador não vai receber um presidente? O estado precisa”, destacou.
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Posicionamento firme, mas sem extremismos
Apesar de defender a moderação, Cameli afirmou que mantém posições firmes quando se trata de defender os interesses da população que o acompanha. “Eu sou radical quando alguém mexe com quem está nos acompanhando, que são as pessoas”, declarou.
Em relação ao cenário político nacional e à polarização entre os projetos liderados pelo atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e uma possível volta da família Bolsonaro ao comando do país, o candidato afirmou que considera Flávio Bolsonaro (PL) a melhor escolha para o Acre.
“Eu vou com todo o respeito, com toda a tranquilidade que eu me posiciono: o melhor pro Acre, Flávio Bolsonaro”, disse Cameli, ressaltando que, apesar de Jair Bolsonaro não ter integrado sua coligação na última eleição para o governo do Acre, decidiu apoiá-lo no segundo turno.
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“Há dois anos atrás, há quatro anos atrás, na minha reeleição, o Bolsonaro não estava coligado comigo. E eu fiz o quê? Quando foi para o segundo turno, nem quando ganhamos o primeiro turno, a imprensa me perguntou: ‘Quem é seu candidato agora, segundo para o presidente?’ Eu já quero afirmar que eu já sou o Bolsonaro para a reeleição”, lembrou.
O candidato ainda relatou que reforçou pessoalmente seu apoio a Jair Bolsonaro durante visita a Brasília. “E aí fui a Brasília e disse: ‘Presidente, eu não vim lhe afirmar apoio. Eu já afirmei, só vim reafirmar.’ Ele não esteve comigo, não é por isso que eu vou deixar de apoiar”, concluiu.
Cameli finalizou reafirmando seu alinhamento com o bolsonarismo e a intenção de pedir votos para Flávio Bolsonaro. “Eu sou de direita, sou Flávio Bolsonaro, sou 22. Ele querendo ou não, vou pedir voto pra ele”, concluiu.
