A experiência de viajar e torcer
Viajar em busca do time do coração é uma aventura para aqueles que têm disposição e um pouco de dinheiro guardado, especialmente no contexto da Libertadores da América. Na noite de hoje, às 21h30, o Flamengo inicia sua trajetória na competição em Cusco, uma cidade peruana repleta de relíquias históricas e desafios impostos pela altitude de quase 3.400 metros. Embora os desafios sejam muitos no estádio Inca Garcilaso de la Vega, os rubro-negros podem contar com uma torcida decidida a encarar essa missão.
Um número considerável de torcedores chega de cidades brasileiras próximas, como aquelas nos estados da região Norte, ou até mesmo de países vizinhos. No entanto, há quem venha de lugares mais distantes. Matheus Zidan, um torcedor que conseguiu passagens a preços acessíveis, partiu do Rio de Janeiro para um bate-volta solitário no Peru. Ele já esteve nas finais de 2019 e 2025, ocasiões em que Lima foi o cenário, e relembra sua passagem por Cusco na primeira visita.
— É um país incrível. Eu gosto muito de ir a Lima e a outras cidades peruanas. A maioria delas tem raízes incas, então a cultura é fascinante. Como já estive em Cusco em 2019, quero retornar à praça central, admirar a arquitetura inca e registrar algumas fotos, além de saborear a culinária local — compartilha Zidan em conversa com O GLOBO.
A conexão entre futebol e cultura
O torcedor, que possui um extenso histórico de viagens para acompanhar o Flamengo, destaca que, desta vez, sua missão é apenas para assistir ao jogo. Contudo, ele ressalta que a vivência cultural e a possibilidade de fazer novas amizades são parte essencial desse ritual.
— Essas experiências pelo Flamengo são as melhores possíveis, pois trazem muita cultura e histórias. A Libertadores é um campeonato incrível. Aqueles que têm a chance de viajar para descobrir um país diferente, conhecer um estádio autêntico, vivenciar a torcida local e lidar com a altitude, essa diversidade é uma característica marcante da Libertadores — enfatiza Zidan.
No último confronto contra o Palmeiras, em novembro, muitos rubro-negros aproveitaram a viagem ao Peru para explorar o país, incluindo uma visita a Machu Picchu, um santuário histórico do império inca nas proximidades de Cusco. Porém, nesta ocasião, a viagem está mais centrada no jogo. Carina Cota, que chegou à cidade ontem, é uma presença frequente em partidas fora do Brasil, mas não abre mão de se enriquecer culturalmente em cada oportunidade.
— Nunca tive a chance de conhecer Cusco. Acredito que a cultura peruana é excepcional, e Cusco deve ser ainda mais especial — afirma Carina. — Sempre busco assistir aos jogos fora de casa, especialmente aqueles da Libertadores, pois frequentemente representam oportunidades únicas de mergulhar em novas culturas e países diferentes. E, claro, ver o Flamengo jogando fora do Brasil é sempre uma experiência inigualável. Sou também apaixonada por conhecer novos estádios.
Rumo ao quinto título
O Flamengo, primeiro e único tetracampeão brasileiro da Libertadores, inicia sua jornada com os olhos voltados para um possível quinto título. A equipe figura novamente entre as favoritas para chegar à final, que acontecerá em Montevidéu (Uruguai) neste ano. Para os rubro-negros que assistirem à estreia ao vivo, essa é uma oportunidade que alimenta seus sonhos pelo continente.
— Para mim, é sempre um prazer e um privilégio. É como diz a música: “Tantas coisas eu perdi, mas nunca te abandonei.” Ver o Flamengo na Libertadores é um dos maiores prazeres da minha vida e, nos últimos anos, tem sido ainda melhor, com a felicidade de presenciar três títulos — revela Carine.
— A Libertadores é o campeonato que mais gosto de assistir, de viajar e de acompanhar o Flamengo nesses estádios autênticos, em países com culturas maravilhosas. Portanto, estar novamente numa estreia de Libertadores é algo que me proporciona muita alegria e significa muito para mim — conclui Matheus.
