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    Home - Esportes - Falta de Mediadores Impede Estudantes com Autismo de Iniciar Ano Letivo no Acre
    Falta de Mediadores Impede Estudantes com Autismo de Iniciar Ano Letivo no Acre
    Esportes 05/05/2026

    Falta de Mediadores Impede Estudantes com Autismo de Iniciar Ano Letivo no Acre

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    Desafios no Acesso à Educação Inclusiva

    Há quase três meses sem aulas, pais de dois alunos com autismo da Escola Estadual União e Progresso, na zona rural de Porto Acre, a aproximadamente 60 km da capital, levantam a voz contra a falta de mediadores. Esses profissionais são essenciais para garantir que os estudantes com necessidades especiais tenham acesso à educação. Sem eles, os alunos ainda não puderam iniciar o ano letivo.

    Um dos estudantes, Daniel da Silva de Souza, de 13 anos, possui laudo médico que atesta a epilepsia e o Transtorno do Espectro Autista (TEA). A mãe de Daniel, Amanda Rosário Belo da Silva, de 30 anos, revela que a escola informou que não há previsão para a contratação de um pedagogo especializado, o que impede a frequência do filho às aulas.

    Leia também: Semana de Conscientização do Autismo: Saúde Bucal e Dignidade em Foco

    Leia também: Como o Jiu-Jitsu Transforma a Vida de Crianças com Autismo no Acre

    “O meu filho é autista verbal, ele escreve, mas não consegue ficar sem acompanhante. A escola disse que o foco inicial seria na contratação de profissionais para outras crianças e que, enquanto isso, os alunos como o meu ficariam sem apoio”, lamenta Amanda. Ela destaca que a situação é angustiante, pois Daniel não consegue se concentrar sem a presença de um mediador.

    A mãe também compartilha que, embora já tenha considerado a possibilidade de retirar Daniel da escola, ela percebe o quanto ele ama aprender e a importância do ambiente escolar para seu desenvolvimento. “Aqui só existe essa escola para a faixa etária dele. Alunos cadeirantes têm mediadores, mas os autistas não. O que eu quero é que meu filho tenha os direitos garantidos”, enfatiza.

    Na semana passada, Mizael José Magalhães de Araújo, barbeiro e pai de Pablo de Souza Araújo, de 14 anos, também denunciou a mesma problemática na instituição. Ele ressaltou que a situação se repete todos os anos, mas que, em outras ocasiões, havia a contratação de profissionais para atender aos alunos com necessidades especiais.

    Leia também: Dia Mundial de Conscientização sobre o Autismo: Direitos e Leis para Pessoas com TEA no Acre

    Leia também: I Fórum Estadual em Rio Branco: Autismo e Empregabilidade em Foco

    A Importância da Educação Inclusiva

    Amanda, que é mãe solo, relata que o filho a ajuda nas tarefas de casa quando não está na escola, mas o desejo dela é que ele possa aprender e se desenvolver academicamente. “Ele é muito ágil, ajuda em casa, mas o lugar dele é na escola, onde ele pode aprender e crescer”, afirma.

    Outro relato vem de uma avó que prefere não se identificar, cujo neto de 12 anos também é autista. O menino, que possui suporte leve, também enfrenta dificuldades devido à falta de acompanhamento escolar. “Ele chora querendo ir à escola e acaba estudando pelo telefone, mas não é a mesma coisa. É triste ver todos estudando e ele não. Ele tem potencial e sonha em ser advogado, mas com essa situação, está vendo seus sonhos sendo podados”, desabafa a avó.

    A avó visitou a escola em busca de respostas, mas foi informada que deveria ter paciência enquanto aguardam a contratação de profissionais. “Quando eles vão trazer os profissionais? Já tivemos a seletiva em março”, reclamou. O material didático do neto, comprado no final de janeiro, permanece sem uso devido à ausência de aulas.

    “Estou preocupada que ele perca um ano inteiro de estudos. O material está parado. No ano passado havia uma assistente que ajudava, mas este ano nem isso temos. Quem sai perdendo são as crianças”, concluiu.

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