Reflorestamento x Pecuária: um novo olhar para o mercado de trabalho no Acre
No debate promovido pela TV Gazeta, o candidato ao Governo do Acre pelo PCB, Eudo Raffael, afirmou que o reflorestamento pode ser uma fonte mais eficiente de geração de empregos do que a tradicional pecuária. A declaração foi feita em uma discussão focada no desenvolvimento econômico, geração de renda e melhor distribuição das riquezas no estado.
O questionamento veio do candidato Dr. Luisinho (AGIR), que perguntou sobre as medidas possíveis para ampliar a produção e criar mais oportunidades de trabalho diante do Produto Interno Bruto (PIB) do Acre, estimado em R$ 26,6 bilhões.
Críticas ao modelo atual e propostas para o fortalecimento da economia local
Na resposta, Eudo Raffael criticou a concentração de riqueza nas mãos de poucas famílias e o modelo econômico centrado na pecuária. Ele questionou para quem realmente esse “grande negócio” beneficia, apontando que grande parte da população vive em subempregos, especialmente em serviços terceirizados ligados ao poder público.
“A população hoje está vivendo de subemprego, ocupada em entregas de iFood, restaurantes e serviços terceirizados que fomentam uma bolha de corrupção no Acre”, afirmou o candidato. Para reverter esse quadro, Eudo propôs a industrialização dos produtos extraídos da floresta, criação de centros de excelência em educação e tecnologia, além do desenvolvimento de uma indústria farmacêutica no estado.
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Ele reforçou que o reflorestamento já apresenta resultados concretos na geração de empregos, superando a pecuária nesse aspecto.
Investimento em tecnologia e cooperativismo para uma economia mais autônoma
Eudo Raffael também destacou a necessidade do Acre investir em tecnologia própria para romper com a dependência de grandes empresas do setor. “Falar de tecnologia é ótimo, mas o Acre ainda não tem infraestrutura adequada, como internet de qualidade. Precisamos entrar no século XXI com tecnologia desenvolvida localmente”, afirmou.
Além disso, defendeu a criação de cooperativas de trabalhadores como parte de um projeto para transformar a estrutura econômica do estado, ampliando a participação popular no crescimento econômico.
Debate sobre crescimento e desenvolvimento econômico
Em réplica, Dr. Luisinho ressaltou a diferença entre crescimento e desenvolvimento econômico. Segundo ele, o crescimento ocorre quando empresas e setores como a pecuária faturam mais, mas isso não significa necessariamente que a renda chegue ao trabalhador.
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“O desenvolvimento acontece quando esse crescimento se traduz em melhorias para a população, como melhor alimentação, educação, saúde, infraestrutura e segurança”, explicou. Ele também defendeu uma educação alinhada com os empregos do futuro, em áreas como tecnologia, inteligência artificial e engenharia digital.
Contestações e propostas para mudança estrutural
Na tréplica, Eudo contestou a ideia de que o desenvolvimento só vem após o crescimento econômico. Segundo ele, essa separação é uma “lenda do capital” e reforçou a necessidade de um projeto que emancipe a classe trabalhadora e revise a atual plataforma econômica do Acre.
Ao final do debate, o candidato reiterou sua crítica à dependência tecnológica do Brasil e defendeu uma transformação que coloque o estado em um caminho de autonomia econômica e geração de empregos mais sustentável e inclusiva.
