Uma Nova Era de Escuta Social no Piauí
No ano de 2025, o Piauí se destacou por um dos maiores movimentos de escuta social já registrados em sua história. De abril a novembro, a iniciativa “Diálogos pelo Piauí” percorreu os 12 Territórios de Desenvolvimento do estado, buscando entender as necessidades e experiências da população local. O intuito era claro: planejar políticas públicas ouvindo diretamente aqueles que vivenciam o cotidiano das cidades.
Desde o início, ficou evidente que a escuta qualificada seria o foco central desse processo. O secretário de Planejamento, Washington Bonfim, enfatizou: “Queremos desenvolver o Piauí a partir das vocações e necessidades de cada território. Além de ouvir, estamos levando serviços essenciais diretamente aos municípios”. Essa abordagem busca estreitar laços entre o Estado e a sociedade, transformando a participação cidadã em um elemento fundamental para ações concretas.
Uma Jornada por Territórios Diversos
A jornada começou no Vale do Rio Guaribas, em Picos, e passou por localidades como Cocais (Piripiri), Carnaubais (Campo Maior), até alcançar Chapada das Mangabeiras (Bom Jesus), finalizando em Entre Rios, em Teresina. Ao longo desse percurso, os resultados foram impressionantes: foram registradas 7.053 inscrições, resultando em 421 propostas que foram apresentadas diretamente ao governador. Isso revela que o planejamento do Estado deve emergir do território onde as pessoas vivem e trabalham. Um lema marcante da iniciativa ecoou: “O futuro do Piauí começa onde você está”.
Oficinas Temáticas e Inovação Tecnológica
Antes de cada plenária, as edições do programa iniciavam com oficinas temáticas. Nesses encontros, a população debatía soluções para desafios locais, abordando sete eixos centrais: meio ambiente, infraestrutura, economia, educação, saúde, justiça, segurança e redução das desigualdades. Uma inovação importante foi a utilização de ferramentas de inteligência artificial, que ajudaram a organizar as contribuições em tempo real, agrupando ideias semelhantes e identificando prioridades, tudo isso com um rigor técnico necessário.
Ao final das oficinas, os participantes votavam nas propostas apresentadas, e as cinco mais votadas eram levadas para discussão na plenária. Além disso, os participantes elegeram representantes para defender cada eixo temático diante do governador Rafael Fonteles. Essa dinâmica reforçou o compromisso democrático do processo: no Diálogos pelo Piauí, a população não apenas fala, mas decide e define prioridades que moldarão as políticas do Estado.
Cultura de Participação e Legado de Políticas Públicas
Muitos participantes, durante esse processo, perceberam a transformação na cultura de planejamento do Piauí. Jaqueline Barbosa, representante do eixo Redução das Desigualdades, comentou: “O Diálogos pelo Piauí mudou a forma como o Estado elabora suas políticas públicas. A modernização do processo de revisão do Plano Plurianual (PPA) deve ser um legado duradouro”.
Além da escuta, a programação também ofereceu serviços e oportunidades a milhares de piauienses, com as feiras de serviços contabilizando 3.193 atendimentos gratuitos em áreas como documentação e orientações sociais.
Representatividade e Inclusão no Processo
A diversidade foi uma marca registrada deste processo participativo. Entre os 84 representantes eleitos nas plenárias, há indígenas, quilombolas, jovens, professores e diversos outros segmentos da sociedade. O grupo, composto por 47 mulheres e 37 homens, está comprometido em construir um PPA que represente a pluralidade dos territórios.
Um Compromisso com o Futuro
No final da jornada, o governador Rafael Fonteles elogiou a iniciativa e manifestou o desejo de torná-la permanente. “Foi uma experiência extremamente positiva. Ouvimos gestores públicos e representantes da sociedade civil que apresentaram propostas em sete eixos temáticos, cada um com cinco proposições. A próxima meta é transformar o Diálogos pelo Piauí em uma política pública de Estado”, afirmou.
Para o Governo do Piauí, a participação popular deixa de ser um evento pontual e passa a integrar um método contínuo de planejamento, que considera o olhar de quem vive e constrói o futuro a cada dia.
