Reforço na Atenção Básica
Dados recentes divulgados pelo Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (30), revelam um avanço significativo na assistência médica em regiões isoladas do Acre. O relatório destaca a intensificação da atenção básica no estado, centrando esforços na presença contínua de profissionais de saúde em comunidades periféricas e localidades remotas, o que fortalece o atendimento oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Até março de 2026, o Acre contava com 244 médicos, mas esse número aumentou para 247 em abril, sendo que 86 desses profissionais foram incorporados ao quadro apenas em 2023. Essa estratégia visa abordar um dos maiores desafios da saúde pública no estado: a fixação de médicos em áreas distantes dos grandes centros urbanos, onde a oferta de serviços médicos sempre foi escassa.
Crescimento nas Equipes de Saúde da Família
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Além do aumento no número de médicos, o Acre também apresentou melhorias nas estruturas das equipes de atenção primária. Atualmente, o estado conta com 278 equipes de Saúde da Família (eSF) e de Atenção Primária (eAP) em operação, incluindo a formação de 36 novas equipes desde o início de 2023. Esses grupos desempenham um papel crucial na promoção da saúde nas comunidades, oferecendo acompanhamento e atendimento contínuo.
De acordo com o Ministério da Saúde, as equipes estão presentes nas unidades básicas de saúde, assegurando que as famílias recebam o cuidado necessário. As eSF são formadas por médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e agentes comunitários, enquanto as eAP possuem uma configuração mais adaptável às particularidades locais, garantindo assim que as demandas específicas de cada região sejam atendidas.
Apoio Especializado com Equipes Multiprofissionais
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O levantamento ainda ressalta a atuação de 22 equipes multiprofissionais (eMulti) no Acre. Esses grupos reúnem profissionais de diferentes áreas da saúde e atuam como apoio especializado para as equipes da atenção básica, ampliando o cuidado em áreas como saúde mental, reabilitação e assistência social. Segundo a pasta, “a presença contínua nas comunidades fortalece o acompanhamento familiar e contribui para a prevenção de doenças, diminuindo a necessidade de atendimentos de urgência”.
Essas iniciativas não apenas ampliam a capacidade de resposta da saúde pública no Acre, mas também visam a melhorar a qualidade de vida dos residentes em áreas desassistidas, refletindo um compromisso do governo com a equidade no acesso a serviços de saúde.
