Ação da Polícia Civil no Acre
A Polícia Civil do Acre realiza investigações sobre um esquema de desvio de medicamentos e insumos hospitalares. Recentemente, agentes fizeram buscas na Divisão de Assistência Farmacêutica (DAF), que faz parte da Secretaria Estadual de Saúde (Sesacre), e na residência de um funcionário terceirizado ligado ao almoxarifado da unidade. Durante a operação, não houve detenções, mas o delegado Igor Brito solicitou o afastamento cautelar do terceirizado, ao qual a equipe investiga possíveis vínculos com a operação criminosa. O g1 entrou em contato com a Sesacre em busca de mais informações, mas ainda aguarda resposta.
A investigação está focada em entender o envolvimento do trabalhador terceirizado no esquema, com a análise dos materiais recolhidos em sua casa, localizada no bairro Universitário. A polícia já encontrou medicamentos em sua residência, embora Brito tenha ressaltado que, a princípio, esses materiais não estão ligados ao caso investigado.
Desvios Significativos
Desde o início da operação, as autoridades investigativas levantaram suspeitas sobre a participação de servidores da Sesacre, uma vez que os desvios são estimados em mais de R$ 1 milhão. De acordo com a secretaria, medicamentos destinados ao Pronto-Socorro e à Fundação Hospitalar Governador Flaviano Melo (Fundhacre) foram, supostamente, desviados. A amplitude do crime tem gerado preocupação e demanda por um aprofundamento nas investigações.
No último dia 14, a Polícia Civil identificou um depósito clandestino onde estavam armazenados materiais que podem ter sido desviados. Essa operação ocorreu na Rua Eduardo Asmar, no Segundo Distrito de Rio Branco, onde as equipes policiais cumpriram mandados judiciais. O estabelecimento estava vazio no momento da abordagem, e dentro dele foram encontrados diversos insumos hospitalares, incluindo sensor de glicose, luvas e remédios, todos armazenados inadequadamente.
Farmácia Ilegal em Funcionamento
Em outra ação, realizada no dia 5 de janeiro, a polícia cumpriu um mandado de busca em uma residência na Baixada da Sobral e descobriu uma farmácia clandestina. A operação resultou na apreensão de inúmeras caixas de medicamentos, incluindo fármacos para tratamento de câncer e hemodiálise, além de materiais hospitalares diversos. Um homem de 74 anos foi detido na ocasião, porém foi liberado no dia seguinte após audiência de custódia, estando sob monitoramento eletrônico enquanto aguarda o resultado das investigações.
Os agentes estão apurando se sua residência funcionava como um ponto de distribuição de remédios desviados, e as estimativas de valores envolvidos são alarmantes, chegando a ultrapassar R$ 1 milhão. O delegado Igor Brito enfatizou a continuidade das investigações, buscando mais evidências que exponham a extensão do esquema criminoso.
Início das Investigações e Impactos
De acordo com informações da Sesacre, a operação teve início após sinais de que medicamentos e insumos estavam sendo furtados de unidades de saúde. O secretário Pedro Pascoal, em coletiva de imprensa, comentou sobre os impactos desses desvios no atendimento à população, ressaltando que a quantidade de medicamentos adquiridos era frequentemente insuficiente para as demandas dos pacientes.
“O estado se planejava para fazer a aquisição de medicamentos, mas nunca era o suficiente para atender o consumo dos nossos pacientes”, afirmou o secretário, destacando que isso foi um dos fatores que impulsionou a investigação.
Progresso das Diligências
Os investigadores continuam a trabalhar na catalogação dos medicamentos apreendidos e na determinação da origem de cada item. A preocupação não se limita apenas ao desvio, mas também à possível presença de medicamentos destinados a outras prefeituras no armazém clandestino. A situação exige uma resposta coordenada para garantir que os insumos destinados à saúde pública não fiquem fora do alcance de quem realmente precisa.
Além disso, há informações de que um servidor público foi detido para prestar depoimento em meio aos mandados de busca e apreensão, com seu celular sendo apreendido como parte das evidências. A polícia não divulgou muitos detalhes sobre essa investigação, mas confirmou que novas provas foram encontradas que ligam o funcionário ao desvio de remédios.
