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    Congresso Retoma Atividades em Meio a Tensão Política e Debates Importantes
    Política 02/02/2026

    Congresso Retoma Atividades em Meio a Tensão Política e Debates Importantes

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    Retorno dos Trabalhos Legislativos

    O Congresso Nacional reinicia suas atividades nesta segunda-feira, 6 de fevereiro, em um cenário marcado por tensões políticas. A pauta imediata gira em torno de vetos presidenciais, enquanto a oposição pressiona por Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) e busca alinhamentos entre o Planalto e os líderes partidários. Nos bastidores da Câmara dos Deputados, a expectativa é que, uma vez superada essa fase de embates, o foco se direcione para questões que impactam diretamente a economia e o mercado de trabalho. Assim, duas propostas se destacam como centrais para a agenda pós-Carnaval: a discussão sobre o término da escala 6×1 e a regulamentação do trabalho por aplicativos.

    Embora essas matérias não estejam na lista prioritária de votações para fevereiro, elas são consideradas por lideranças como parte de uma segunda etapa da agenda legislativa, que visa implementar medidas que afetam os custos das empresas, a organização das jornadas de trabalho e a inclusão de trabalhadores em mecanismos de proteção social.

    Pautas Sensíveis e Resistência do Setor Produtivo

    A avaliação no Congresso é de que essas pautas são sensíveis e possuem potencial para enfrentar resistência tanto do setor produtivo quanto de diferentes bancadas. Esse quadro demanda um trabalho prévio e cuidadoso antes de qualquer tentativa de votação em plenário. No que diz respeito à escala 6×1, o debate legislativo já se encontra em andamento, mas ainda longe de um consenso final. Uma das propostas em discussão é a Emenda Constitucional (PEC) apresentada pela deputada Erika Hilton, que sugere uma redução da jornada semanal, efetivamente superando o modelo de seis dias de trabalho.

    No âmbito da Câmara, o tema está sendo analisado em uma subcomissão, onde o relator, deputado Luiz Gastão (PSD-CE), apresentou um parecer que não elimina a escala 6×1, mas propõe limitar a jornada a no máximo 40 horas semanais. Isso implicaria ajustes graduais na duração diária de trabalho, mantendo a possibilidade de seis dias de trabalho por semana.

    Possível Projeto do Governo para Unificar Iniciativas

    Nesse clima, integrantes do governo não descartam a possibilidade de enviar um projeto próprio para regular a jornada de trabalho, visando unificar as diversas propostas atualmente em tramitação e direcionar politicamente o debate sobre o tema. Por outro lado, a regulamentação do trabalho por aplicativos enfrenta um desafio distinto, mas igualmente complexo. A intenção do projeto que está sendo discutido na Câmara é estabelecer um marco legal para motoristas e entregadores que atuam em plataformas digitais, sem inseri-los no regime tradicional de emprego, com carteira assinada.

    A proposta reconhece que o modelo de trabalho via aplicativos se consolidou, mas se encontra em uma zona cinzenta do ponto de vista jurídico. O texto em análise estrutura o assunto em três eixos principais: inclusão previdenciária dos trabalhadores, criação de regras mínimas de proteção e definição de responsabilidades das plataformas. Um ponto que gera maior consenso entre os parlamentares é a necessidade de garantir algum tipo de cobertura social, especialmente em casos de acidentes e na contribuição para a aposentadoria. No entanto, o principal obstáculo reside na formulação econômica dessa proteção.

    Encontros para Resolver Impasses

    O relator da proposta, Augusto Coutinho (Republicanos-PE), tem agendado um encontro com o presidente da Câmara, Hugo Motta, ainda nesta primeira semana do ano legislativo, para discutir os impasses da tramitação. Contudo, a votação da proposta ainda não possui uma data definida.

    Congresso Nacional escala 6x1 tensão política trabalho por aplicativos
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