Reunião para Impulsionar o Comércio Exterior no Acre
Na última segunda-feira, 2 de outubro, o Governo do Acre, em parceria com o Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, Fieac, Federacre e Sebrae, promoveu uma Reunião de Planejamento voltada para o fortalecimento do comércio exterior e a integração internacional do estado. O encontro ocorreu no Hotel Nobile, reunindo representantes do setor produtivo, comércio e órgãos públicos, com o intuito de estabelecer uma agenda estratégica para exportações e relações internacionais até 2026.
A iniciativa visa consolidar o Acre como um ator relevante nas interações comerciais com países vizinhos, promovendo a exportação de produtos locais e ampliando sua visibilidade no cenário internacional. O presidente da Fieac e deputado federal, José Adriano (Progressistas), deu início ao evento ressaltando as dificuldades estruturais e fiscais que o estado enfrenta e a necessidade de uma colaboração eficaz entre empresários e governo. “Este é nosso ponto de partida. Anualmente, buscamos realizar esse alinhamento com todos os setores envolvidos no processo de desenvolvimento econômico do Estado. Isso abrange desde infraestrutura até os investimentos na nossa BR e a obra do anel velho de Brasileia, que continua pendente. Esses desafios são recorrentes e demandam uma união de esforços”, comentou.
José Adriano também mencionou a conquista de restaurar os 7% a serem devolvidos nas aquisições de insumos e matérias-primas de São Paulo, uma medida que havia sido unilateralmente alterada. “Temos que discutir abertamente todos esses temas, sem ambiguidades. Acredito que este é um momento crucial, já que o ano está avançando rapidamente, e precisamos estar unidos em nossas propostas para seguir em frente”, destacou.
A Importância do Comércio Exterior para o Acre
Em entrevista ao repórter David Medeiros, do ac24horas, o secretário de Indústria e Tecnologia do Acre, Assur Mesquita, enfatizou a relevância do evento na formulação da agenda do estado para 2026. “Esta reunião é fundamental principalmente pelo fato de que o Acre tem registrado um crescimento expressivo no comércio exterior. Nos últimos sete anos, superamos a marca de 2 bilhões em exportações, demonstrando que esta questão se torna cada vez mais consolidada. O desafio agora é como aprimorar esse processo e trazer mais benefícios para nossa economia”, afirmou.
Assur Mesquita também ressaltou a necessidade de colaboração para o avanço das pautas acordadas. Para Paulo Trindade, superintendente do Mapa, a internacionalização e a exportação de produtos industrializados são essenciais para o crescimento da economia no Acre. “O agronegócio e a agregação de valor aos nossos produtos são vitais. O Acre se encontra em uma localização afastada dos grandes centros, mas isso não impede que nossos produtos cheguem a consumidores não apenas da América do Sul, mas do mundo todo, incluindo mercados como o da China”, disse.
Ele também compartilhou uma novidade animadora: “Pela primeira vez, teremos um auditor da AFA em Assis Brasil. Conversei com um auditor em Rio Branco e, até o final de fevereiro, este profissional estará aqui para acelerar os processos e garantir que os alimentos exportados do Acre estejam em conformidade com a legislação”. Os principais produtos exportados, como castanha, milho e soja, continuam a crescer. Além disso, o setor industrial local, representado por empresas como a Dom Porquito, que atende o mercado peruano, ainda possui um grande potencial de expansão.
As Micro e Pequenas Empresas na Exportação
O diretor do Sebrae, Cléber Campos, reforçou a importância das micro e pequenas empresas no processo de exportação. “Esta reunião servirá para que possamos planejar o cenário de internacionalização e exportação do nosso estado. O Sebrae é um membro ativo da Câmara de Comércio Exterior, e nossa proposta é integrar esforços e recursos, criando um planejamento bem estruturado e executável. Isso beneficiará as micro e pequenas empresas, que já realizam exportações para Bolívia e Peru, permitindo que se fortaleçam ainda mais nesse mercado. Antes, trabalhávamos com exportações na casa de 45 a 50 milhões de dólares; hoje estamos próximos de 90 milhões. A intenção é preparar as empresas e criar um ambiente favorável para facilitar ainda mais esse processo”, finalizou Campos.
