Vítimas de um ataque trágico
As inspetoras Alzenir Pereira da Silva e Raquel Sales Feitosa faleceram em um ataque a tiros no Instituto São José, em Rio Branco, no Acre. O incidente, que ocorreu na tarde de terça-feira (6), envolveu um adolescente de 13 anos, responsável pelos disparos. De acordo com testemunhas, as duas funcionárias da escola tentaram deter o jovem durante a ação criminosa.
Alzenir, carinhosamente chamada de “Tia Zena” pelos alunos, era muito querida na comunidade escolar. Seu jeito acolhedor e atencioso marcou a vida de muitos estudantes. Ex-alunos e colegas expressaram sua tristeza nas redes sociais, ressaltando seu comprometimento com a educação e o carinho que dedicava aos jovens.
“A inspetora Zena era realmente muito educada e atenciosa com todos”, comentou um integrante da comunidade, refletindo a admiração que muitos sentiam por ela. Outro aluno também lamentou profundamente a perda. “Tia Zena sempre foi muito atenciosa. Deixará saudade.”
Raquel Sales Feitosa, que atuava na escola há cinco anos, também cursava enfermagem e era mãe de um filho. Amigos e familiares fizeram homenagens emocionadas em suas redes sociais, descrevendo-a como uma pessoa alegre e amável. “Uma mãe, amiga, filha e esposa maravilhosa, vai deixar muita saudade”, escreveu uma amiga. Outro tributo a elogiou: “Raquel era um encanto de pessoa.”
Entenda o ataque
O ataque armado que resultou na morte das duas inspetoras não só chocou a cidade, mas levantou preocupações acerca da segurança nas escolas. Segundo informações da Polícia Militar do Acre, o jovem entrou na escola com uma arma que pertencera ao padrasto. Ele teria acessado a chave de um cofre onde a arma estava guardada, sem o conhecimento dos adultos que o rodeavam. Após os disparos, o adolescente abandonou a arma em uma escadaria da escola e foi apreendido pela polícia.
Além das duas vítimas fatais, outras duas pessoas ficaram feridas e receberam atendimento médico. Felizmente, ambas não correm risco de morte, segundo autoridades locais. O caso gerou uma onda de solidariedade e consternação na população, que clama por respostas e medidas que garantam a segurança nas instituições de ensino.
A polícia está investigando se o ataque está relacionado a casos de bullying que o adolescente possa ter sofrido. O padrasto, proprietário da arma, também foi detido para prestar esclarecimentos. A tragédia traz à tona a necessidade de se discutir a violência nas escolas e a proteção dos estudantes, além de refletir sobre o impacto que atos de agressão podem ter na comunidade escolar.
O luto pela perda de Alzenir e Raquel é sentido não apenas por seus familiares, mas por toda a comunidade, que se une em apoio neste momento difícil. As escolas, espaços de aprendizado e desenvolvimento, nunca deveriam ser palco de violência, e a memória das duas inspetoras certamente viverá entre as pessoas que tiveram o privilégio de conhecê-las.
