Oportunidade de Desenvolvimento e Inclusão Social
O fortalecimento da cafeicultura no Acre, uma iniciativa que se alicerça no apoio aos produtores locais, revela dados impressionantes sobre o crescimento do setor. Entre 2019 e 2025, o Valor Bruto da Produção (VBP) do café no estado cresceu de R$ 28,3 milhões para R$ 139,1 milhões, representando uma escalada de 391,5%. Essa evolução é um reflexo claro das políticas públicas implementadas pelo governo, que visam não apenas aumentar os investimentos, mas também alavancar a economia regional.
Para promover ainda mais esse diálogo e o fortalecimento do segmento, o governo do Acre realizará uma reunião com os membros da Cooperativa de Produtores de Café do Vale do Juruá (Coopercafé) nesta terça-feira, 19, às 14h, na Sala de Governança da Secretaria de Planejamento (Seplan). Durante o encontro, será assinado o edital de credenciamento para a aquisição de mudas de café, uma ação vinculada ao Programa Estadual de Compras Governamentais da Agricultura Familiar e Economia Solidária do Acre (Pecafes).
Essa estratégia faz parte de uma política de desenvolvimento rural sustentável que busca consolidar o café como uma das principais cadeias produtivas da economia do estado. O governador Gladson Camelí destacou que a cafeicultura se tornou um marco na política estadual, simbolizando uma oportunidade concreta para geração de renda e inclusão social. “O café é atualmente uma das grandes forças do nosso campo. Estamos falando de uma atividade que gera emprego, fixa o produtor na zona rural e movimenta a economia local, especialmente no Juruá, onde o cooperativismo desempenha um papel vital nesse crescimento”, afirmou Camelí.
Impacto Social e Fortalecimento da Agricultura Familiar
A vice-governadora Mailza Assis enfatizou a importância da cadeia produtiva do café na transformação social, especialmente para a agricultura familiar. “Mais de 90% dos nossos cafeicultores são agricultores familiares. Apoiar a Coopercafé é investir diretamente em quem vive da terra, em mulheres, homens e jovens que hoje lideram a gestão das propriedades, agregando valor aos produtos e contribuindo para a mudança da realidade social do Acre”, destacou.
Nos últimos anos, o governo, através da Secretaria de Estado de Agricultura (Seagri), implementou ações estruturantes em toda a cadeia produtiva do café, em um modelo conhecido como “Da muda à xícara”. Isso inclui assistência técnica contínua, distribuição de mudas, modernização da legislação, incentivos fiscais e a realização de eventos estratégicos, como o QualiCafé, que ajudou a colocar o café acreano em destaque nos mercados nacional e internacional.
O secretário de Agricultura, Luis Tchê, ressaltou a importância da comunicação entre o governo e o setor produtivo, enfatizando que é fundamental que o governo compreenda as demandas dos produtores. “A realidade é que o café mudou a vida das pessoas. Hoje, cerca de 45 mil famílias dependem da agricultura familiar no estado, e o café trouxe dignidade. A Seagri oferece várias políticas públicas voltadas para a cafeicultura, como a doação de mudas, entrega de insumos e redução de impostos sobre a irrigação”, comentou Tchê.
Benefícios Econômicos e Ambientais da Cafeicultura
Além de impactar positivamente a economia, a cafeicultura se revela uma importante ferramenta de transformação social e ambiental. A adoção de Sistemas Agroflorestais (SAFs) contribui para a preservação da floresta amazônica, reduzindo o desmatamento e possibilitando a regularização ambiental dos produtores. Além disso, a cadeia produtiva do café fomenta a criação de empregos verdes, com oportunidades nas áreas de agroecologia, processamento de cafés especiais e ecoturismo rural.
O fortalecimento da Coopercafé, aliado a investimentos em infraestrutura, como a melhoria de acessos e a instalação de complexos industriais, reforça a estratégia do governo para consolidar o café como um motor de desenvolvimento sustentável. A expectativa é que essa atividade continue a gerar renda e a elevar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) nos municípios produtores, contribuindo significativamente para a retirada de milhares de famílias da pobreza extrema por meio da geração de empregos no campo.
