Desigualdade na Saúde: A Crise da Radiologia no Acre
O Acre se destaca negativamente ao apresentar a menor quantidade de radiologistas entre todos os estados do Brasil, conforme o Atlas da Radiologia 2025, um estudo realizado pelo Colégio Brasileiro de Radiologia e Diagnóstico por Imagem (CBR). A situação é alarmante: enquanto a média nacional é de 12,24 radiologistas para cada 100 mil habitantes, o Acre possui apenas 3,52 profissionais para o mesmo número de pessoas. Esses dados, que foram coletados a partir de informações do Ministério da Saúde e da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), indicam um grave cenário de desigualdade regional.
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O Distrito Federal, por exemplo, lidera o ranking com impressionantes 25,61 radiologistas por 100 mil habitantes, uma quantidade mais do que o dobro da média nacional e sete vezes superior ao índice encontrado no Acre. Essa diferença substancial evidencia um “vazio assistencial” que atinge grande parte do estado acreano, onde os cidadãos enfrentam dificuldades para realizar exames de imagem fundamentais para diagnósticos médicos precisos. No total, o Acre conta com apenas 30 radiologistas, dos quais 23 estão localizados na capital, e apenas 7 no interior.
A Escassez de Profissionais e suas Consequências
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Além da grave carência de profissionais, o CBR destaca que a desigualdade na distribuição de radiologistas no Brasil compromete o acesso universal à saúde, conforme preconizado pela Constituição Federal. Isso é especialmente preocupante nas regiões Norte e Nordeste, que reúnem os menores índices de densidade profissional. A ausência de programas de residência médica em radiologia e diagnóstico por imagem no Acre, assim como a falta de cursos de aperfeiçoamento reconhecidos pelo CBR, contribuem para essa situação crítica. Essa realidade se repete em outros estados da Região Norte, como Amapá, Rondônia, Roraima e Tocantins.
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O estudo também evidencia que a concentração de profissionais e a infraestrutura tecnológica estão predominantemente nas capitais e grandes centros urbanos. Isso dificulta o acesso equitativo à radiologia em estados que precisam urgentemente de assistência médica especializada. O levantamento destaca que é fundamental implementar políticas públicas que promovam a interiorização da formação médica e investimentos em equipamentos para sanar essas desigualdades históricas e aprimorar o atendimento na saúde.
