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    Acre: Um dos Quatro Estados do Brasil a Garantir Apoio Pedagógico a Alunos com Deficiência

    Acre: Um dos Quatro Estados do Brasil a Garantir Apoio Pedagógico a Alunos com Deficiência

    Política 09/03/2026
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    Políticas de Inclusão Educacional no Acre

    O estado do Acre se destaca como um dos poucos no Brasil que assegura a presença de profissionais dedicados ao apoio escolar para estudantes com deficiência e aqueles diagnosticados com transtorno do espectro autista (TEA). Essa iniciativa abrange instituições de ensino públicas e privadas em todos os níveis e localidades do estado. Juntamente com o Distrito Federal, Goiás e Roraima, o Acre se posiciona na vanguarda da inclusão educacional no país.

    De acordo com o Censo Escolar 2025, divulgado pelo Ministério da Educação (MEC) no final de fevereiro, 1.144 das 5.571 cidades brasileiras, ou seja, 20,5% ainda não contam com profissionais qualificados para esse tipo de apoio. Essa ausência pode inviabilizar a inclusão efetiva de estudantes que necessitam de assistência especializada.

    A legislação brasileira ampara essa necessidade. A Lei Brasileira de Inclusão (Lei nº 13.146/2015) e a Lei do Autismo (Lei nº 12.764/2012) garantem que estudantes necessitados de apoio tenham acesso a profissionais capacitados para ajudá-los em tarefas como alimentação, higiene, locomoção, comunicação e interação social ao longo de suas trajetórias educacionais.

    Com aproximadamente 14,4 milhões de pessoas com deficiência e cerca de 2,4 milhões de autistas, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a necessidade de políticas públicas voltadas para a inclusão educacional se torna ainda mais evidente.

    Investimentos Significativos na Educação Especial do Acre

    No ano de 2026, o Acre deu um passo importante ao contratar 737 profissionais efetivos para atender à demanda da Educação Especial na rede estadual de ensino. Esta ação fortalece a estrutura de suporte nas escolas, ampliando o atendimento para alunos que requerem acompanhamento especializado.

    Um diferencial importante das políticas educacionais do Acre é o perfil dos profissionais contratados. Enquanto muitos estados optam por estagiários ou profissionais de nível médio, o Acre faz uma escolha consciente por educadores especializados na área, que atuam diretamente na mediação pedagógica em sala de aula.

    Hadhianne Peres, chefe do Departamento de Educação Especial da Secretaria de Estado de Educação e Cultura (SEE), enfatiza que o trabalho desses profissionais visa promover a acessibilidade no ambiente escolar. “A educação especial é uma verdadeira promotora de acessibilidade. Nosso objetivo é garantir que todos tenham acesso ao currículo, métodos e conteúdos, adaptando-se às necessidades individuais de cada aluno”, destaca.

    Antes de definir a forma de atendimento, é realizado um estudo de caso pedagógico para cada estudante, permitindo a identificação de suas potencialidades e desafios no processo de aprendizagem. Com base nesse diagnóstico, as estratégias de suporte são definidas, podendo incluir a presença de um professor mediador em sala, o uso de salas de recursos ou o acompanhamento individualizado.

    Transformando Vidas por Meio da Inclusão

    O impacto dessa política se reflete na vida de alunos como Joaquim Cabral da Silva, de 13 anos, estudante do 6º ano da Escola Padre Carlos Casavechia, em Rio Branco. Diagnosticado com autismo grau de suporte 1, Joaquim conta com a assistência de sua mediadora, Diana da Costa. Com o apoio, ele conseguiu superar dificuldades em leitura e escrita.

    “Gosto muito da escola. Os professores são incríveis e fico surpreso a cada dia. Com a ajuda da Diana, melhorei bastante. Antes, eu tinha dificuldades com a letra cursiva. Agora estou conseguindo!”, relata entusiasmado.

    Apesar do progresso, Joaquim admite que o maior desafio é manter a atenção nas aulas, já que se empolga com diversos assuntos. “Às vezes, minha mente viaja e isso pode me distrair um pouco. Mas a cada dia estou conseguindo prestar mais atenção”, comenta.

    Ele ainda expressa gratidão pela mediadora que o acompanha. “A Diana é incrível. Sempre que preciso, ela me ajuda muito. Sou muito grato por tê-la ao meu lado”, acrescenta.

    A Mediação Educacional com Empatia

    Diana da Costa ressalta que a função de mediadora exige dedicação contínua. Seu papel vai além de apoiar o aprendizado; implica acolhimento, escuta ativa e adaptação das estratégias pedagógicas. “É um desafio diário. Estamos sempre estudando e buscando novas formas de auxiliar os alunos na compreensão do conteúdo”, explica.

    Diana reitera que o mediador não substitui o professor, mas colabora para adaptar o conteúdo, permitindo que o aluno consiga acompanhar as atividades. “No caso de Joaquim, por exemplo, focamos bastante na leitura e caligrafia. O progresso foi o resultado de um esforço conjunto com sua família e a professora de português”, relata.

    A meta principal da mediação é promover a autonomia e a inclusão social dos alunos: “Trabalhamos para que eles tenham ferramentas para viver em sociedade, estudar e se tornarem independentes”, completa Diana.

    Crescimento da Educação Inclusiva no Acre

    Nos últimos anos, a quantidade de estudantes diagnosticados com autismo nas escolas cresceu de forma significativa. Hadhianne Peres informa que houve um aumento superior a 600% no número de diagnósticos registrados nas redes de ensino, refletindo o maior acesso ao diagnóstico e a ampliação das políticas públicas para pessoas neurodivergentes.

    No Acre, o percentual de alunos com deficiência também se elevou. Em 2024, cerca de 8% dos estudantes da rede apresentavam alguma deficiência, enquanto o Censo Escolar de 2025 indicou um aumento para 10%.

    Sonhando com o Futuro

    Em meio a livros e atividades, Joaquim já projeta seu futuro. Ele sonha em concluir seus estudos, ter um bom emprego e contribuir para a sociedade: “Quero me formar e ajudar as pessoas. Meu objetivo é ajudar meu estado, o Acre, que, apesar de pequeno, pode crescer e se desenvolver ainda mais”, finaliza, cheio de esperança.

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