Reflexões sobre a Importância da Presença Feminina
O ano de 2026 começa com uma convocação à reflexão e à responsabilidade cívica. No programa “O X da Questão”, transmitido pela TV Rio Branco (canal 8.1) e pela Rádio FM Cidade (107.1), o apresentador José Aleksandro abriu um editorial destacando que este é um período de mudanças significativas para o Brasil e, em especial, para o Acre. As eleições que se aproximam não apenas renovarão o governo estadual, mas também definirão o futuro do Senado e da Presidência da República. A abordagem do programa ressaltou que a verdadeira justiça se concretiza com a participação ativa e a percepção sensível das mulheres.
O apresentador homenageou as mulheres que, ao longo da história, não se limitaram a ocupar espaços, mas sim a transformá-los. Desde a origem, a figura feminina foi concebida não como um detalhe, mas como uma presença vital, um equilíbrio essencial. Historicamente, sempre que a humanidade avançou, havia uma mulher por trás desse movimento — frequentemente em silêncio, mas sempre com coragem. Exemplos como o de Cleópatra, que governou com astúcia, Joana d’Arc, que liderou exércitos, e Marie Curie, que desafiou limites na ciência, ilustram o papel fundamental das mulheres em diferentes setores.
Hoje, valorizamos especialmente aquelas que, mesmo diante de adversidades, transformaram dor em luta e preconceito em voz ativa. Mulheres que defendem direitos, constroem justiça e fazem do Direito um instrumento de humanização. A Associação Brasileira de Mulheres de Carreira Jurídica (ABMCJ) incorpora esse espírito, reconhecendo que as mulheres não pedem autorização para existir, mas abraçam a responsabilidade de cuidar do presente e proteger o futuro. Quando uma mulher se levanta, ela não caminha sozinha; ela leva consigo gerações e inspira mudanças.
O Impacto Feminino na Justiça e na Política
Historicamente, as bases da Justiça foram moldadas principalmente por mãos masculinas. Entretanto, foi a visão feminina que trouxe humanidade às decisões e coragem para desafiar estruturas estabelecidas. Hoje, celebramos as mulheres que se dedicam ao estudo e à prática do Direito, que enfrentam preconceitos e se esforçam para manter a dignidade humana em suas ações. Especialmente, prestamos homenagem àquelas que lutam não só por si mesmas, mas por outras mulheres, formando redes de apoio e criando oportunidades.
A atuação da ABMCJ simboliza a luta por igualdade e a prática de um Direito que vai além das normas, englobando sensibilidade e escuta. O que se busca é um enfrentamento consciente e a promoção de um ambiente onde a voz da mulher é ouvida e respeitada. Quando as mulheres se levantam pela Justiça, elas falam por gerações passadas e pelas que ainda virão. Que o programa “O X da Questão” sirva como um espaço de reconhecimento e valorização das mulheres que transformam o Direito em um instrumento de mudança social.
Debate com Lideranças da ABMCJ/Acre
O programa contou com a presença de três notáveis juristas do estado, que discutiram as metas da ABMCJ para o novo triênio. A Dra. Helcinkia Albuquerque, presidente da associação, ressaltou a importância do empoderamento feminino nas carreiras jurídicas e a luta contra a desigualdade de gênero. Ela enfatizou o desafio de combater a ideia de que “mulher não vota em mulher” e a necessidade de garantir que as candidaturas femininas sejam legítimas e não apenas para cumprir cotas.
A Dra. Letícia Ribeiro, tesoureira da ABMCJ, destacou a relevância do monitoramento de legislações que afetam mulheres e crianças, e a necessidade de promover uma mudança na mentalidade desde a educação básica. Já a Dra. Rafaela Maciel, presidente da Comissão Eleitoral da ABMCJ, comemorou a realização do primeiro processo eleitoral completamente online da história da associação, um marco significativo para a modernização e a democracia interna.
Projetos e Iniciativas para 2026
No programa, foram apresentados os principais projetos da nova gestão, incluindo a iniciativa “ABMCJ-AC vai à Escola”, que visa conscientizar jovens sobre o combate à violência de gênero e a importância do respeito mútuo. Outra proposta é a capacitação de mulheres sobre legislação eleitoral, preparando-as para candidaturas reais e efetivas. Além disso, a conquista da paridade no Quinto Constitucional, aprovada em 2023 pela OAB, foi celebrada como um grande passo em direção à igualdade.
Um momento tocante foi quando as convidadas mencionaram suas mães como suas primeiras e maiores “advogadas”. Isso reforça a ideia de que a força feminina se transmite de geração em geração, e figuras históricas como Esperança Garcia, a primeira advogada do Brasil, são lembradas como símbolos de resistência e luta pela liberdade.
Em 31 de janeiro de 2026, a ABMCJ realizará um evento no Amazônia Hall para celebrar seus 40 anos de atuação, homenageando mulheres que deixaram um legado significativo na sociedade acreana. Para o jornalista Antônio Muniz, que participou como convidado, o apoio a instituições como a ABMCJ-AC é crucial para o avanço social do estado, visto que as mulheres demonstram resultados superiores em termos de custo-benefício e eficiência.
