Grave Abandono e Negligência
No último sábado (10), uma criança de apenas 12 anos foi descoberta em situação de total abandono dentro de uma residência, localizada em uma chácara no Ramal do Canil, no bairro Vila Acre, em Rio Branco, no Acre. O menino, que sofre de encefalopatia crônica, conhecida como paralisia cerebral, não consegue se locomover e estava acamado, sem receber os cuidados essenciais há vários dias.
A denúncia que levou à descoberta chocante partiu do pai da criança, Cleber Welligton Cavalcante de Souza. Ele foi alertado por vizinhos sobre a ausência prolongada da mãe, que, segundo ele, frequentemente se ausenta para consumir bebidas alcoólicas, deixando o filho sem os cuidados necessários. Cleber já havia formalizado uma denúncia anterior sobre o abandono no Ministério Público, evidenciando uma situação alarmante e recorrente.
Ao chegar ao local, o pai encontrou seu filho em condições degradantes. O menino estava sujo, com sinais visíveis de desnutrição e desidratação, além de uma lesão grave nas costas, exposta e sangrando. Diante da gravidade do quadro, Cleber tentou contatar o Conselho Tutelar, mas não obteve resposta. Desesperado, acionou a Polícia Militar para que pudesse obter ajuda imediata.
Uma equipe do 2º Batalhão da Polícia Militar se deslocou até a chácara e constatou a situação de abandono. Imediatamente, foi solicitado apoio do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), que enviou uma unidade de suporte avançado para prestar os primeiros socorros. O menino foi então encaminhado ao Pronto-Socorro de Rio Branco, onde está sendo avaliado por especialistas. Seu estado clínico é considerado grave, com evidências claras de desnutrição e necessidade urgente de tratamento.
Esse caso é um triste lembrete da realidade enfrentada por muitas crianças em situações vulneráveis, levantando questionamentos sobre a eficácia das políticas públicas de proteção à infância na região. A situação do menino e a negligência por parte da mãe revelam a urgência de intervenções mais eficazes para proteger crianças que vivem em contextos de risco e abandono.
Organizações e especialistas em direitos da criança alertam que a sociedade deve se mobilizar para garantir não apenas a assistência imediata a casos como este, mas também a implementação de políticas que previnam a negligência e promovam o bem-estar infantil. A atenção à saúde mental e às condições socioeconômicas das famílias é fundamental para prevenir que essas situações se repitam e para garantir que crianças recebam a proteção que merecem.
