Rio Branco e o Índice de Preços da Cultura
Recentemente, o Sistema de Informações e Indicadores Culturais (SIIC) divulgou dados relevantes sobre o Índice de Preços da Cultura (IPCult), que avalia o custo de vida relacionado ao consumo de bens e serviços culturais no Brasil. Os números, que abrangem o período de 2013 a 2024, mostram que Rio Branco se destaca entre as capitais com uma das menores variações de preços no setor cultural.
O IPCult é composto por uma cesta fixa que inclui 30 subitens culturais, distribuídos em seis grupos, como serviços de telefonia e internet, despesas pessoais com produtos culturais, ensino, jornais e revistas, entre outros. A metodologia por trás desse índice é fundamentada nas variações do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que por sua vez se baseia na Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) realizada entre 2017 e 2018, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
A Variação do IPCult em Contexto Nacional
Nos últimos quatro anos, de 2020 a 2024, a contribuição do IPCult para o IPCA nacional apresentou uma diminuição, caindo de 9,1% para 7,9%. Isso indica que os reajustes nos preços dos itens culturais foram, em média, menores em comparação a outros setores de consumo, como alimentação e transporte, que impulsionaram a inflação no mesmo período. De acordo com os dados, o IPCult registrou uma variação média anual de 3,1%, enquanto o IPCA alcançou 5,9%.
No que diz respeito às variações regionais, Rio Branco se destacou com um crescimento de apenas 2,3%, um número que está em linha com os resultados obtidos por Campo Grande (MS) e a Região Metropolitana de Belém (PA). Apenas São Luís (MA) apresentou uma variação inferior, com 2,1%. Por outro lado, as maiores altas no IPCult foram vistas nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte (3,8%), São Paulo (3,5%) e Porto Alegre (3,2%).
Pressão nos Preços Culturais
O estudo também identificou os subgrupos que mais impactaram os preços culturais em nível nacional. Os itens relacionados a jornais, revistas e assinaturas foram os que mais pressionaram esse índice, registrando um aumento médio anual de 10,4%. Além deles, os acessórios pessoais também contribuíram para o aumento, com uma variação de 9,2%. Em contraste, os reajustes menores foram observados em serviços de telefonia, TV por assinatura e internet (1,8%) e artigos de residência (2,1%).
Apesar da variação de preços mais contida, os serviços de telefonia, TV por assinatura e internet constituem o principal componente do IPCult, representando 56,9% do índice em 2024. Em Rio Branco, esse cenário ressalta a importância dos serviços digitais no orçamento cultural das famílias, ainda que o impacto inflacionário seja relativamente baixo em comparação a outras capitais.
