Reações no Congresso sobre Ação Militar dos EUA
No X, o líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA), classificou os ataques dos Estados Unidos à Venezuela como “inaceitáveis”. Ele destacou que essa ação representa uma “grave violação à soberania do país e ao direito internacional”. Wagner reforçou as declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), enfatizando a importância da promoção do diálogo em situações de conflito. “Os ataques à Venezuela representam uma grave violação à soberania do país e ao direito internacional. Os conflitos entre Estados soberanos devem ser resolvidos pela via do diálogo e da diplomacia, e nunca pelo uso da força”, afirmou o senador. Ele ainda pediu que a comunidade internacional, especialmente a ONU, responda de forma firme e responsável a esses acontecimentos, ressaltando a defesa da paz e do respeito mútuo entre as nações.
Em consonância com essa posição, o líder do PT na Câmara, Lindbergh Farias (PT-RJ), também se manifestou. Ele repudiou os ataques, ressaltando que a independência e a autodeterminação dos povos devem ser priorizadas. “Todo e qualquer conflito deve ser mediado pelo diálogo e pelo respeito mútuo entre as nações. A igualdade entre os Estados soberanos é fundamental, e a melhor solução sempre passará pela via pacífica, sem violência ou guerra”, afirmou. Lindbergh solicitou a mediação de organismos internacionais, como a ONU e a OEA, para buscar uma solução pacífica na Venezuela, evitando que o conflito ganhe contornos maiores e preservando a vida dos civis.
Condenações e Apelos por Paz
O líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE), também se uniu às vozes que condenam os ataques dos EUA. Segundo Guimarães, essa escalada de ações pode abrir precedentes perigosos para toda a América Latina e o Caribe. Ele destacou que “não há justificativa legítima para a violação de direitos fundamentais nem para o uso da força como ferramenta de imposição política ou econômica”. O deputado ainda criticou o histórico interesse dos EUA pelos recursos estratégicos da Venezuela, como petróleo e terras raras, sugerindo que as reais motivações das intervenções permanecem ocultas.
“Proteger a soberania da Venezuela equivale a defender o direito internacional, a paz regional e a estabilidade da América Latina. Cada agressão a um país da região representa uma ameaça a todos”, completou Guimarães, enfatizando a necessidade de uma resposta unificada da comunidade internacional.
Ministro Guilherme Boulos e a Ameaça Imperialista
O ministro da Secretaria Geral, Guilherme Boulos, descreveu o ataque como a “ação imperialista mais grave que já vivenciamos”. Ele criticou a postura do presidente dos EUA, afirmando que Donald Trump está apenas em busca de petróleo e utilizando a Venezuela como um exemplo para uma nova doutrina Monroe que ameaça a soberania de toda a América Latina. Boulos mencionou que, mesmo durante a Guerra Fria, não houve uma ação militar direta dos EUA no continente, enfatizando a gravidade da situação atual. “É hora de a América Latina se unir em apoio ao povo da Venezuela e em repúdio ao governo autoritário de Donald Trump!”, concluiu.
Visões Opositoras e a Captura de Maduro
Por outro lado, o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ), comentou sobre a prisão de Nicolás Maduro, caracterizando-o como um “marco histórico”. Ele destacou que, embora as ditaduras possam parecer fortes e resistir por anos, a história tem um jeito de mostrar que “poder sem legitimidade cobra seu preço”. O deputado ressaltou que, enquanto o mundo observa, regimes tirânicos não são eternos e a esperança de liberdade sempre prevalecerá.
Em um tom semelhante, o líder da oposição, deputado Luciano Zucco (PL-RS), também se manifestou sobre a captura de Maduro, afirmando que isso representa um momento significativo. “A captura de Nicolás Maduro evidencia que as ditaduras podem resistir, mas não são eternas. A liberdade sempre encontra um caminho. Estamos atentos a todos os desdobramentos”, afirmou Zucco em sua declaração.
