Desempenho econômico impulsiona Rio Branco
Rio Branco registrou avanços importantes na dimensão econômica, refletindo uma recuperação que a colocou na 57ª posição entre os municípios brasileiros avaliados. A capital do Acre obteve nota 42,67 nessa categoria, subindo 27 posições em relação à edição anterior do Ranking de Competitividade dos Municípios, produzido pelo Centro de Liderança Pública (CLP). Essa melhora foi o principal destaque do levantamento para a cidade, especialmente diante do resultado geral que a posicionou na 198ª colocação entre 423 municípios com mais de 80 mil habitantes.
Queda significativa nas instituições afeta ranking
O avanço econômico, no entanto, foi ofuscado pelo desempenho negativo na dimensão Instituições, onde Rio Branco caiu 88 posições, ficando em 146º lugar com nota 60,99. Essa dimensão avalia fatores essenciais como sustentabilidade fiscal e funcionamento da máquina pública, incluindo indicadores como dependência fiscal, taxa de investimento, despesas com pessoal, endividamento e transparência municipal. O recuo nessa área reflete desafios administrativos que impactaram diretamente a competitividade da cidade no ranking.
Indicadores sociais pressionam resultado final
A dimensão Sociedade, que tem o maior peso na composição da nota final do ranking (42,4%), também sofreu queda para Rio Branco. A capital caiu 12 posições, alcançando a 316ª colocação e obtendo nota 55,73. Essa dimensão avalia acesso e qualidade de saúde e educação, segurança, saneamento e meio ambiente, com indicadores que abrangem desde cobertura da atenção primária e vacinação até mortalidade infantil, desempenho educacional e tratamento de resíduos. O desempenho abaixo do esperado nesses pilares reforça a necessidade de melhorias que impactem diretamente a qualidade de vida da população.
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Posição entre as capitais e desafios regionais
Dentro do grupo das 26 capitais brasileiras, Rio Branco aparece em 22º lugar, atrás de cidades como Maceió, Boa Vista, Porto Velho e Macapá. O relatório do CLP destaca que, entre as capitais com resultados menos favoráveis, a dimensão social é a que mais contribui para o desempenho inferior, enquanto as áreas econômica e institucional tendem a apresentar resultados relativamente melhores. Essa dinâmica reforça a urgência de políticas públicas voltadas para o desenvolvimento social, que são fundamentais para o avanço da competitividade local.
Diagnóstico que revela contrastes na realidade municipal
O ranking evidencia um cenário de contrastes para Rio Branco. A capital acreana avançou no setor econômico, mas sofreu retrocessos expressivos em termos institucionais e sociais, o que culminou na perda de 17 posições no ranking geral em comparação à última edição. Mais do que a colocação final, os dados apontam para a necessidade de um esforço coordenado para fortalecer a administração pública e aprimorar os indicadores sociais, garantindo que o crescimento econômico possa refletir em melhorias reais para a população.
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O estudo do CLP funciona como um diagnóstico preciso, capaz de orientar gestores e a sociedade sobre os pontos críticos que demandam atenção para que Rio Branco conquiste uma posição mais sólida e sustentável entre os municípios brasileiros. O desafio é grande, mas o avanço econômico indica que há base para reverter os resultados negativos e promover um desenvolvimento mais equilibrado.
